Como uma equipe é contagiada pelas emoções de seu líder

Reprodução
Cena do filme Invictus, em que o ator Matt Damon interpreta o jogador de rugby François Pienaar

Sempre que uma reunião ameaça se transformar em um mal-estar, o presidente da companhia, de repente, lança uma crítica a alguém na mesa que pode recebê-la (geralmente o diretor de marketing, que é o seu melhor amigo). Então ele rapidamente segue em frente, tendo atraído a atenção de todos na sala. Essa tática, invariavelmente, devolve o foco ao grupo.

Demonstrações de descontentamento do líder são emocionalmente contagiosas. E muitos líderes eficazes percebem que – como elogios – doses bem ajustadas de irritação podem energizar. Agora, uma questão importante: uma mensagem de desagrado bem calibrada é a que leva as pessoas ao seu máximo de desempenho e não promove aquela angústia que corrói a performance.

Nem todos os parceiros emocionais são iguais. Uma dinâmica poderosa que funciona no contágio emocional determina o cérebro de qual pessoa terá mais força para chamar o outro para sua órbita. Os neurônios-espelho são ferramentas de liderança: emoções fluem com força especial da pessoa mais socialmente dominante para a menos.

Uma razão para isso é que pessoas em qualquer grupo, naturalmente, prestam mais atenção e dão mais significado ao que a pessoa mais poderosa do grupo diz e faz. Isso amplia a força de qualquer que seja a mensagem emocional que o líder esteja mandando, transformando suas emoções em contagiosas. Uma vez ouvi o líder de uma pequena organização dizer com bastante pesar: “Quando minha mente está cheia de raiva, as outras pessoas pegam isso como gripe”.

Esse potencial emocional foi testado quando 56 líderes de equipes de trabalho simulado foram manipulados para estarem de bom ou mau humor, sendo avaliado o impacto emocional que conduziram nos grupos. Os membros da equipe com líderes otimistas relataram que eles coordenaram melhor seus trabalhos, fazendo mais com menos esforço. Por outro lado, as equipes com chefes mau humorados ficaram sem sincronia, tornando-se ineficientes. Para piorar, em pânico, seus esforços para agradar o líder levaram a más decisões e estratégias mal escolhidas.

Enquanto o desagrado milimetricamente formulado de um chefe pode ser um incentivo eficaz, inflamar as equipes é uma tática de liderança auto-destrutiva. Quando os líderes habitualmente utilizam demonstrações de mau humor para motivar, mais trabalho parece ser feito – mas não será, necessariamente, um trabalho melhor. Além de que o mau humor incansável corrói o clima emocional, sabotando a capacidade do cérebro de funcionar no seu melhor.

Nesse sentido, a liderança se resume a uma série de trocas sociais em que o líder pode dirigir as emoções da outra pessoa para um estado melhor ou pior. Em trocas de alta qualidade, os membros da equipe sentem a atenção e empatia do líder, apoio e positividade. Nas interações de baixa qualidade, ele se sente isolado e ameaçado.

Outro forte motivo para que os líderes sejam conscientes do que dizem para os funcionários: pessoas se recordam de interações negativas com um chefe com mais intensidade, com mais detalhes e mais frequentemente do que das positivas. A facilidade com que a desmotivação pode ser transmitida por um chefe torna ainda mais imperativo para ele agir de forma a tornar edificantes as emoções deixadas para trás.

A insensibilidade de um chefe não só aumenta o risco de perder boas pessoas, mas bombardeia a eficiência cognitiva. Um líder socialmente inteligente ajuda as pessoas a conterem e recuperarem-se de seu sofrimento emocional.

Para saber mais sobre os superlativos da comunicação no local de trabalho e resolução de conflitos, inscreva-se no curso American Management Association: Liderando com Inteligência Emocional (no local ou on-line durante todo o verão).

Texto publicado originalmente no canal do autor no LinkedIn e cedido gentilmente ao Administradores.com.

Post publicado no Portal Administradores por Daniel Goleman.

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Por que o dinheiro nunca é suficiente?

Decorridos sete anos da primeira publicação, decidi reescrever este artigo considerando que pouca coisa mudou em relação aos cuidados com o dinheiro e a maioria das pessoas continua refém da comparação alheia, da ditadura da beleza e da compulsão desenfreada pelos brinquedos eletrônicos.

O fato é que milhares de profissionais acordam todos os dias e, contrários à sua vontade, seguem para o trabalho onde, na maioria dos casos, vão fazer o que não gostam, sorrir para quem não querem e ganhar menos do que poderiam embora isto seja necessário para honrar as contas que não param de chegar.

Outros milhares acordam cedo todos os dias e correm para a banca mais próxima a fim de comprar o jornal para procurar emprego e enfrentar a fila da última vaga disponível onde, na maioria dos casos, existe porque alguém chegou à conclusão de que era melhor tentar um novo emprego ou ainda porque alguém foi disponibilizado para o mercado.

No mundo competitivo em que vivemos, existe sempre alguém disponível para fazer o que você faz pela metade do seu salário, portanto, mudar de emprego não basta. Digo isso por experiência própria, mudei nove vezes, fui feliz em todos mas, não posso negar, passei a me sentir feliz de verdade quando comecei a atuar por conta própria e risco.

Reflita sobre seus ganhos. Sai dissídio, entra dissídio, sai chefe antigo, entra chefe novo e, mesmo assim, você continua ganhando pouco ou, como a maioria diz, menos do que merece. Vinte anos se foram na mesma empresa e você não foi reconhecido. Muitos vieram de fora e você não foi promovido. Você mudou de emprego e continua ganhando pouco.

Por que isto acontece? É bem simples, mas, antes, deixe-me compartilhar uma história que ocorreu comigo há quase vinte anos. Certa vez, tomei coragem para abordar o diretor da empresa onde eu trabalhava e fui direto ao ponto: – ó, grande chefe, meu salario está bem defasado, o dissídio foi pouco, estou devendo em três bancos diferentes, estourei o limite do cartão de crédito e não sei mais o que fazer, eu preciso de um aumento.

Hoje, pensando melhor, dá pra dizer que na época eu ganhava um bom salário, em torno de três mil e poucos reais, nada mal para quem saiu do interior e, de emprego em emprego, foi melhorando até chegar onde chegou.

Entretanto, para minha surpresa, ele foi mais direto do que eu: – ó, grande Jerônimo, eu gosto muito do seu trabalho, juro, mas vou te dizer uma coisa, esse negócio de aumento é besteira, vai por mim, eu, por exemplo, ganho quase trinta mil reais por mês e não me sobra nada, nada que eu fizer vai te ajudar.

Antes que eu pudesse pensar algo capaz de demover aquela frieza, plantando ali em frente a ele com cara de paisagem, ele disparou: – a única coisa que eu posso fazer para ajudá-lo é demitindo-o, assim você recebe a rescisão e a multa do FGTS, que tal?

Juro por tudo o que é mais sagrado, tive vontade de jogá-lo pela janela do quarto andar, respirei fundo, saí da sala com aquela cara de bunda e disse que ia pensar, porém aquilo me fez repensar a forma de ver o problema.

Fui para casa deprimido naquele dia, conversei com minha esposa e, de lá para cá, prometi a mim mesmo que nunca mais pediria aumento de salário, mas faria de tudo para construir a minha própria renda. Ele não deixava de ter razão, pois o importante não é quanto você ganha, mas como você gasta e administra a parte que lhe cabe.

O maior erro que se pode cometer é não saber viver com o salário que se recebe e, por conta das comparações desnecessárias e dos “brinquedinhos eletrônicos” que a mídia incute na sua mente e na mente dos seus filhos todos os dias, você acaba levando uma vida de empréstimos e mais empréstimos fazendo do limite de crédito bancário ou do cartão de crédito a extensão do seu salário.

Neste mundo bombardeado por quase três mil propagandas diárias, o salário nunca será justo e suficiente para as suas necessidades e você estará sempre querendo mais, pois as despesas tendem a crescer na mesma proporção da sua receita.

E o que é pior, 5% de dissídio ou 10% de meritório não vão resolver a sua vida, portanto, greve, pressão, cara feia, conversa séria com o chefe e até mesmo um novo emprego não vão amenizar a insatisfação se você não praticar duas virtudes essenciais para o sucesso na vida pessoal e profissional: DISCIPLINA e CONSCIÊNCIA FINANCEIRA.

Sem disciplina e consciência financeira, não importa se você ganha salário mínimo ou vinte mil reais por mês, você pode mudar de emprego quantas vezes quiser, fazer greves e mais greves a vida toda e será eternamente infeliz. É por essa razão que as greves são uma total perda de tempo. O problema não é o governo ou a ganância dos empresários, mas a indisciplina do ser humano.

Por essa mesma razão, existem pessoas felizes que ganham de um a três salários mínimos por mês e pessoas vazias e infelizes que ganham salários astronômicos que os primeiros nem imaginariam conseguir durante uma vida inteira de trabalho.

Para não ser injusto com o meu ex-chefe, dois meses depois ele me chamou na sala e me deu um aumento de 20% e mais um conselho que nunca esqueci: – isto ajuda, mas não vai resolver a sua vida se você não criar vergonha na cara para viver bem com aquilo que você ganha. Serei eternamente grato a ele por isso, hoje somos bons amigos.

A maneira mais fácil de conseguir aumento de salário é fazer algo diferente e produtivo, principalmente quando você constrói o próprio negócio e torna-se um empregador por excelência. Não reclame do patrão nem do salário, pois é deselegante e antiético. Legal mesmo é perseguir os sonhos e uma renda maior de outra forma, com cabeça, coração e criatividade, sendo você mesmo o dono do seu destino.

Gosto muito de um provérbio iídiche que diz o seguinte: com dinheiro no bolso você é bonito, inteligente e sabe até cantar. Pense nisso, seja disciplinado, crie vergonha, gaste menos do que ganha, construa a renda ideal, sofra menos e seja bem mais feliz!

Post publicado no Portal Administradores por Jerônimo Mendes.

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10 dicas para equilibrar as contas e manter o desempenho profissional

Há quem diga que dinheiro não traz felicidade e há quem discorde dessa máxima. O orçamento doméstico, diferentemente do que muitos pensam, está completamente ligado ao êxito profissional de qualquer pessoa. Não há quem trabalhe, desenvolva projetos ou até mesmo alcance metas sem estar ‘de bem’ com o bolso. 

A conta é simples, qualquer aspecto desorganizado na vida de um indivíduo contamina todos os outros e os problemas financeiros não ficam de fora, pois afetam diretamente os relacionamentos, o convívio social e familiar, os momentos de lazer, o sono e, consequentemente, a saúde. Sem contar a imagem do profissional, que não consegue transmitir segurança e transparece seus infortúnios ao reclamar, constantemente, que o salário é baixo e mal paga as contas no fim do mês.

Vale lembrar que uma pessoa bem-sucedida também passa por contratempos econômicos, todavia, se organiza para solucionar rapidamente o aborrecimento de modo que não chega a afetar seu desempenho profissional, tão pouco sua imagem.

E como organizar nossos gastos, mesmo parecendo impossível diante de um comércio globalizado, das ofertas que chegam diariamente em nossos e-mails, das épocas de descontos, bota-foras de shopping e as facilidades de crédito que nos deixa suscetíveis a cair na tentação de comprar algo que precisamos… ou não?
As atitudes são fundamentais para equilibrar os gastos e prosperar com aquilo que se tem. Analise suas ações, administre bem aquilo que entra e sai da sua conta.

1. Controle o dinheiro e não seja controlado por ele

As pessoas contam que se ganhassem mais não teriam tantas dívidas. A verdade é que existem famílias que ganham menos que outras e conquistam muito mais, simplesmente porque não gastam mais do que ganham. Aprenda a conviver com a sua renda e não se iluda, não existem milagres financeiros.

2. Liste seus gastos

Relacione todas as despesas, das maiores às mais insignificantes como o chiclete ou o cafezinho após o almoço. No fim do mês você saberá onde aplicou seu dinheiro e perceberá que pequenos gastos podem ser um gigante invisível que consome uma boa parte da sua renda.

3. Cuidado com a pose e as posses

Não pense que está vivendo melhor por adquirir recursos extras, o conforto momentâneo acabará quando o seu orçamento estourar, dando lugar ao estresse e às preocupações que afetam a tranquilidade de qualquer pessoa. Poupe dinheiro e conquiste aquilo que deseja quando seu orçamento permitir, evitando transformar sonho em prejuízo.

4. Crie inimizade com a impulsividade

Comprar porque simplesmente gostou de algo ou porque o valor está dentro do que se pode pagar é uma ação imprudente, a empolgação causa estragos e por um bom tempo. Resista às compras por impulso e volte a olhar seu controle de gastos, pergunte-se o quão aquilo é útil e se consegue viver sem esta aquisição. E se você é uma pessoa que, mesmo avaliando os riscos, não aguenta passar por um shopping sem adquirir algo ou que compra indiscriminadamente sem refletir nas consequências, cuidado, você pode sofrer de um distúrbio psíquico emocional, precisando de cuidado médico.

5. Previna-se da autoajuda

Muitas pessoas usam as compras como uma bonificação para compensar um problema, quase como uma terapia de autogratificação. O problema é quando essa atitude compromete o seu orçamento e, ao invés de aliviar algo, criará outras tensões ainda maiores, o endividamento é uma delas.

6. Programe o futuro

Planejar a longo prazo tornou-se um comando bastante óbvio. Temos planos e sabemos que é bastante desafiador programar algo com o orçamento mensal, mas é preciso. Reavalie seu orçamento e corte os supérfluos e se, por acaso, não tiver gastos extras, pergunte-se o que pode sacrificar hoje para obter algo maior no futuro.

7. Conte com a colaboração da família

O controle de despesas deve ser compartilhado com o cônjuge, filhos ou pais para que todos possam compreender a necessidade de frear gastos para obtenção de metas. Essa ação, além de distribuir responsabilidade para evitar conflitos financeiros, aproxima a família que passa a trabalhar em equipe.

8. Garanta uma quantia para emergências

Destine pequenas reservas para adversidades como o pneu do carro que furou, a troca de um móvel que quebrou, a compra de remédios para um tratamento de saúde, um táxi para uma reunião de última hora, enfim, imprevistos acontecem e não podemos deixar de pensar neles, e é possível resignar uma quantia sem implicar no orçamento mensal.

9. Ajude a ser ajudado

Reveja se a sua ajuda a um amigo ou um parente não está prejudicando o seu controle financeiro e se não há outro tipo de ação para colaborar com essa pessoa sem que ela se torne um gasto a mais na sua vida.

10. Conheça o coaching

O processo traz metodologia eficaz para quem busca ferramentas e técnicas precisas para alcançar propósitos pessoais e profissionais, desenvolvendo e performando competências fundamentais para atingir o sucesso em todas as ações, influenciando fortemente nos recursos e proventos econômicos.

O segredo da prosperidade é enxergar e melhorar a relação que temos com o dinheiro, não há soluções milagrosas para multiplicar aquilo que recebemos mensalmente, mas é possível tornar nossos rendimentos ainda mais valiosos, afinal de contas, somos o que economizamos.

Baixe o arquivo e saiba mais sobre o processo de coaching que será o grande divisor de águas na sua vida ou clique aqui para ir muito além, conquistando seus objetivos de forma rápida e assertiva.

Post publicado no Portal Administradores por Villela da Matta.

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Seja protagonis…

Seja protagonista, seja aquele que encontra soluções, seja a expiração dos que lhe segue, dos que lhe admira.
Portanto sinta-se responsável por você e pelos os outros.

Assumir responsabilidade desde cedo é muito importante para quem visa alcançar os seus objetivos. Portanto corra risco o tempo todo, mas sem a pretensão de ser o melhor e com a convicção de que você pode melhorar sempre.

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