Você vende produtos ou soluções?

O consumidor de hoje em dia, busca muito mais do que produtos e mais produtos, porque eles já encheram nossas casas, e muitos deles foram usados poucas vezes, provavelmente porque não entregavam uma solução completa. Lembre-se daquele eletrodoméstico que prometia uma revolução em sua cozinha, mas é complicado de limpar e toda vez que você precisa dele, é dominado pela preguiça depois em limpar, que a facilidade do uso não compensou o trabalho após o uso.

  • Produtos – O fogão a gás resolveu o problema das casas que precisavam, só que hoje em dia apesar de ele ainda ser essencial, um forte concorrente apresentou uma solução melhor para muito do que ele faz.
  • Soluções – O micro-ondas conseguiu gerar uma revolução nas cozinhas do mundo todo, com o resultado de aquecer alimentos e líquidos de forma mais rápida, e com muito menos sujeira que seu antecessor o fogão a gás.

Talvez vocês estejam discordando, e muitos detestam a comida preparada em um micro-ondas, e acredita que ambos sejam diferentes, mas a evolução das coisas fez com que hoje em dia, o micro-ondas represente uma melhor solução, principalmente pela sua rapidez, e a grande demanda de alimentos que foram idealizados para ele (os alimentos congelados).

Diferentes em si, mas com características importantes para a revolução que ambos protagonizaram em suas épocas. Você acredita que a próxima invenção para essa solução, irá se parecer mais com o fogão a gás ou com o micro-ondas?

Se você chegou até aqui, agora já está concordando um pouco mais que o micro-ondas entregou uma solução melhor, para a mesma finalidade de aquecimento de alimentos e bebidas.

Clientes procuram soluções completas, na introdução do micro-ondas seus inventores precisaram ensinar as pessoas a utilizarem sua solução, já nos dias de hoje os pais confiam muito mais em pedir para uma criança de 7 anos preparem sua comida do zero, no micro-ondas do que no fogão a gás, correto? É essa solução completa que produtos e serviços devem apresentar para conseguirem ser um sucesso.

As vezes a simples evolução das coisas, faz com que mais soluções sejam adicionadas a um produto. Em 2007 quando o celular iPhone foi lançado (veja o vídeo e relembre, porque já faz tanto tempo que ele está entre nós que nem lembramos mais do que não tinhamos na época), ele conseguiu entregar muito mais soluções do que seus concorrentes tinham na época, apesar de todos estarem muito satisfeitos com seus “Motorolas” e “Nokias” que reinavam absolutos até então. O fato de ele conseguir juntar em um só aparelho, um GPS e um tocador de música, assim como melhorar o acesso internet ao bom e velho telefone, foi o grande salto para a transformação de um celular em smartphone.

Pode até ser que você não possa oferecer o produto e o serviço, mas nesse caso será preciso ter parceiros de negócio para recomendar. Um exemplo disso são as empresas de softwares de gestão que apenas vendem seus produtos, mas não o instalam. Para o cliente, é algo assustador quando ouve do vendedor que ele vai precisar de mais alguém, para que ele consiga 100% da solução que precisa.

As melhores soluções foram aquelas que apenar de não terem inventado nada do zero, ou não criaram uma necessidade nas pessoas, elas conseguiram entregar uma solução completa, uma solução que realmente resolveu a vida daqueles que o possuem.

Seus produtos e serviços, são uma solução ou mais um produto?

Grandes revoluções não acontecem da noite para o dia, mas quando observamos a empresas mais admiradas, provavelmente ela apresentou em algum ponto de sua história mais soluções do que produtos.

Como encontrar uma solução eficaz para o meu cliente?
Pergunte-se si mesmo o que o meu cliente precisa? Logo após vá a campo e pergunte a ele mesmo o que ele precisa para resolver determinada necessidade? Algumas empresas fazem pesquisas apenas observando como seus clientes utilizam seus produtos ou serviços, e foi daí que vieram grandes soluções.

Não tenha medo de tentar, de buscar melhorias em seu produto ou serviço, seja qual for o tamanho de sua empresa ou o segmento, sempre existem coisas para melhorar. Boa sorte em sua busca de melhorar a vida das pessoas, porque se você é um empreendedor tem isso no sangue, de não apenas ter uma empresa, ou ganhar mais dinheiro, e sim de fazer algo que resolva a vida das pessoas.

P.S. Não pense que isso é uma estratégia apenas de marketing para atrair mais clientes, mas desejo que alguém que esteja lendo esse artigo possa inventar alguma coisa para ganhar mais dinheiro do que eu (sic).

Post publicado no Portal Administradores por Ariel mendes.

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Como lidar com a timidez?

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Quem nunca sentiu aquele frio na barriga na hora de conhecer pessoas novas ou quando precisa se expor? Essa nunca é uma situação fácil – e se torna ainda mais complicada quando se trata de pessoas que sofrem com a timidez.

Vale lembrar que ser tímido é algo comum: uma sensação inerente ao ser humano, e nada mais é do que o surgimento do medo quando é preciso interagir com outras pessoas. No entanto, o problema começa quando esse medo impede alguém de ter uma vida “normal” ou de conquistar seus objetivos, devido à timidez excessiva.

Andreia Rego, Psicanalista e Coach de Desenvolvimento Humano, comenta que um dos grandes problemas da timidez excessiva é que ela geralmente vem acompanhada de outras características não positivas, como a baixa auto-estima e falta de confiança, a preocupação com o julgamento do outro e o fato de achar que estão sempre sendo observadas. “Essas características fazem com que essas pessoas muitas vezes deixem passar oportunidades por medo de fracassarem ou de ‘darem a cara a tapa’. Porém, no mundo atual, aqueles que não demonstram ser proativos e a fim de conquistar seus objetivos podem ser passados para trás por pessoas que nem sempre possuem as mesmas habilidades e competência, contudo, são corajosas e estão dispostas a errarem ou a nem sempre agradar o outro”, explica.

Mas ser tímido não é o fim do mundo. De acordo com pesquisas feitas pela PUC-RS, com 30 mil internautas em 2013, os tímidos apresentam algumas vantagens: são pessoas silenciosas que estudam mais, que se formam mais na faculdade; são mais controlados com o lado financeiro; a renda financeira é maior; possuem menores chances de desemprego; têm mais discrição nos ambientes; são mais observadores; bons ouvintes; mais concentrados no que fazem, etc. “Ressaltando que isso não quer dizer que extrovertidos também não tenham essas vantagens e diversas outras. Tudo é questão de saber aproveitar o que existe de melhor dentro dessas qualidades”, comenta.

A principal dica que Andreia Rego oferece é: tire proveito de suas características. “Entenda que a timidez é uma característica, e não um defeito. Quando sentir essa sensação, faça um esforço para reconhecer a emoção e se perguntar o motivo de estar se sentindo assim num determinado momento. Encontrando respostas, baixamos as pressões em nós, passando a entender melhor o que acontece dentro da gente”, comenta a profissional, que trabalha com algumas dicas do Coaching para fazer com que a pessoa torne-se menos tímida. “Alguns ‘exercícios’ com os coachees (clientes) são: escolher algum horário do dia e puxar conversa com um conhecido para falar algo do seu interesse; fazer esportes em grupo para trabalhar relação interpessoal; não se cobrar tanto, permitindo-se erros e acertos de forma normal; não se preocupar demais com julgamento dos outros; ser mais otimista; aceitar elogios; acreditar em si e melhorar sua auto-imagem com autoconhecimento e até roupas, cortes de cabelo que lhe agradem”, sugere.

Para a especialista, o ideal é sair da zona de conforto e encarar de frente os medos – porém, se essa atitude parecer muito complicada de ser feita sozinha, a pessoa deve procurar um profissional que lhe auxilie nesse caminho. “É preciso compreender que a timidez não é uma doença e que há várias maneiras de lidar para solucioná-la. Basta a pessoa estar motivada e a fim de ultrapassar essa barreira”, conclui Andreia Rego.

Post publicado no Portal Administradores pela Redação.

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Seja você e vire tendência

É fato que todos vivemos uma busca incessante pela felicidade, realização ou reconhecimento.
Frequentemente nos propomos a fazer o que tiver que ser feito para alcançar nossos ideais. A maioria de nós muitas vezes negligencia a qualidade de vida para alcançar esses ideais, e, nessa busca, acaba se desconectando da sua essência.

Poucos expressam com certeza seus valores impulsionadores, conseguem expressar em poucas palavras qual sua missão pessoal e propósito de vida.
Os que o fazem, normalmente os vinculam a fatores materiais como “proporcionar boa formação aos meus filhos”, “adquirir minha casa própria”, “alcançar meu primeiro milhão de dólares” e por aí vai.

Esses certamente são objetivos interessantes, desafiadores e até nobres, mas não fatores que geradores de SIGNIFICADO para a vida.

Como alcançar esse significado se sequer olharmos para dentro e reconhecermos o que verdadeira e essencialmente nos motiva? Antes é preciso sondar as próprias convicções a respeito de si mesmo e responder algumas questões simples:

√ O que mais gosto na minha personalidade?
√ Em que momento me sinto em paz comigo mesmo?
√ Quais decisões já tomei que me fizeram sentir satisfação após constatar os resultados?
√ Em que aspectos eu AGREGO VALOR à vida das pessoas do meu convívio?

Estamos tão acostumados a observar o que não gostamos, que acabamos por inverter nosso olhar e buscar fora de nós o que somente é possível obter se já tivermos encontrado dentro.

Dia após dia, são publicadas reportagens de executivos de sucesso que abandonam sua carreira para viver uma vida mais leve, significativa, com menos sacrifício pessoal e maior qualidade de vida. Certamente essas pessoas tiveram algum tipo de experiência que as despertou quanto à sua essência. E o mais interessante é que após essa descoberta, elas estão experimentando um tipo de sucesso e admiração interna e externa que posição ou status JAMAIS as dariam. Sem contar que se declaram mais felizes, realizados, admirados e valorizados como nunca antes.

As pessoas que alcançam esse nível de consciência, seja por amor próprio ou através da dor após terem que superar algum tipo de somatização, causada pela própria ganância ou negligência, passam a viver a verdadeira REALIZAÇÃO. Começam a desfrutar dos resultados que produzem, a utilizar para o próprio bem o que os recursos que conquistam, passam a gostar mais de si e a expressar o carinho pelas pessoas do seu convívio, exalam entusiasmo e gratidão.

E você? Está “correndo atrás” da sua felicidade ou tem vivido de tal forma que sua realização se manifesta no seu dia a dia?

Atitude é fundamental, afinal, só o que cai do céu sem esforço é chuva, porém, sem domínio próprio e equilíbrio entre áreas da vida certamente será menos provável que você se torne uma referência ou inspiração para as outras pessoas. Está aí a base para todo propósito: impactar e impulsionar a vida de outros através do que fazemos.

Identifique sua essência, mapeie sua jornada de sucesso, celebre cada conquista, tire tempo para estar com você e com as pessoas que diz amar. Vá além de SOBREVIVER. Busque e reveja periodicamente sua autenticidade. Seja você e vire tendência!

Post publicado no Portal Administradores por Vanessa Milis.

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As 4 palavras mágicas do relacionamento humano

Existem quatro palavras mágicas que, quando as empregamos, exercem efeito especial sobre as pessoas. São elas: com licença, por favor, desculpe e muito obrigado.

Todos sabemos que elas são muito importantes para o nosso relacionamento, entretanto, parece que muitas pessoas sofrem de amnésia crônica e precisam ser lembradas diariamente disso. Utilizá-las é uma atitude que temos de adotar todos os dias até integrá-las automaticamente ao nosso comportamento. Quando as usamos demonstramos, não apenas, sentimento de consideração pelos outros mas, sobretudo, de boa educação e humildade.

As pessoas querem ser reconhecidas e tratadas com apreço e respeito. As palavras mágicas auxiliam muito no diálogo com as pessoas de nosso relacionamento, e também com todas as outras com quem nos deparamos durante o dia – quando temos que falar com elas -, seja motorista de ônibus, atendente de lanchonete, gari, telefonista ou qualquer outra pessoa.

Ao dizer “com licença”, estamos solicitando permissão para interromper alguém, fazermos ou falarmos algo e, junto com isso, uma mensagem subliminar de que respeitamos a pessoa e gostaríamos de dizer ou perguntar algo. No entanto, o tom de voz é que dirá se estamos pedindo “com licença” de forma humilde e respeitosa, ou se estamos fazendo de maneira arrogante e mal-educada. Cabe a nós nos policiarmos quanto ao modo correto de fazê-lo se quisermos evitar complicações desnecessárias.

Quando falamos “por favor” emitimos a mensagem de que precisamos ajuda ou atenção de alguém, ou como um simples gesto de polidez.

“Desculpe” é uma palavra que demonstra não somente educação, mas também maturidade de quem a pronuncia, porque nem sempre as pessoas gostam de admitir que erraram ou que fizeram algo inadequado.

“Muito obrigado”, pronunciado de forma aberta e sincera, é o melhor gesto de reconhecimento que podemos expressar quando somos auxiliados ou beneficiados em algo. A propósito, você tem o hábito de agradecer às pessoas com quem você convive em casa, no trabalho, em sua comunidade? Se não o faz desafie-se a fazê-lo todos os dias, em todas as circunstâncias que a situação se apresente.

As palavras mágicas são tão essenciais no relacionamento humano quanto o ar que respiramos, pois representam demonstrações de respeito, humildade e atenção às pessoas, e são expressões universalmente reconhecidas e apreciadas por todas as pessoas e povos em qualquer lugar do mundo.

A mais especial das palavras
É bom lembrar que as pessoas têm nome. Então, não deixe de fazer uso do nome delas sempre que conversar com alguém pessoalmente, por telefone ou e-mail. Dale Carnegie, autor de vários best-sellers sobre relações humanas, disse certa vez que o som mais suave e agradável que existe para alguém é o seu próprio nome. Lembrar-se do nome de uma pessoa que você pouco conhece, ou não vê há muito tempo, é algo que encanta qualquer um. Ao dizer o nome dela você está demonstrando estima por esse alguém, e quanto o tem em consideração, pois está registrado em sua memória.

As palavras certas podem provocar milagres
Um cego estava a pedir esmolas na rua e, ao seu lado, uma placa de papelão onde se lia: “Sou cego, por favor me ajude”. As pessoas passavam e, de quando em vez, uma ou outra moeda era lançada na latinha. Um pedestre caminhava apressadamente para o trabalho e, quando já havia passado pelo pedinte, parou subitamente, olhou em sua direção, e voltou. Pegou a placa de papelão e, do outro lado, escreveu algo. Enquanto fazia isso falou simpaticamente com o cego e depositou uma moeda no recipiente. Em seguida colocou o papelão ao lado do cego e foi embora sem dizer mais nada. Não demorou muito e o pedinte começou a ouvir o tilintar das moedas caindo sem parar na sua latinha, até entupi-la. E assim aconteceu por várias vezes. Horas depois o mesmo pedestre, voltando do trabalho, perguntou ao cego se tudo estava bem com ele. Reconhecendo a voz, o pedinte perguntou ao homem o que ele havia escrito no papelão. Este respondeu: “Escrevi a mesma coisa, só que com palavras diferentes. Pus na placa ‘Hoje está um lindo dia, mas não posso vê-lo porque sou cego’.”

Texto extraído e condensado do livro O Livro das Relações Humanas – Seu Manual para Obter Sucesso com as Pessoas, de Ernesto Berg, Juruá Editora. Para acessar o conteúdo ou adquirir o livro visite o site http://www.quebrandobarreiras.com.br seção de LIVROS

Post publicado no Portal Administradores por Ernesto Berg.

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3 fatores fundamentais para alcançar o sucesso

Apesar do que muitos pensam, o sucesso não está ligado ao dinheiro ou à uma posição social. Ser bem sucedido é estar satisfeito com os resultados obtidos nas diversas áreas da vida, sem haver limites para ampliar esse sentimento, sempre superando as expectativas. Sendo assim, tanto um diretor de uma multinacional, como o proprietário de um carrinho de cachorro-quente podem ser consideradas pessoas de sucesso se forem as melhores naquilo que se propuseram a fazer.

Tendo este conceito em mente, seguem três dicas da coach Cibele Nardi que irão lhe aproximar do sucesso:

1 – Esteja rodeado de pessoas bem sucedidas

Segundo Jack Canfield, autor do livro “Os princípios do sucesso”, nós somos o resultado das cinco pessoas com quem mais convivemos, seja pessoalmente ou através de literatura ou outro tipo de contato. Desta forma, é importante defini-las, pois serão elas que determinarão o seusucesso. Procure estar rodeado de pessoas bem sucedidas, que irão lhe motivar a chegar lá também.

2 – Estabeleça um critério razoável de sucesso

Um dos grandes problemas ao se denominar como uma pessoa de sucesso ou não está relacionado à forma de mensurar os resultados e classificá-los. Muitos pecam pelo excesso e estabelecem um critério que nunca poderá ser alcançado mesmo que o resultado obtido seja satisfatório. Seja realista, estipule metas possíveis e o sucesso chegará com mais facilidade.

3 – Não entre em uma zona de conforto

O sucesso não tem limites para ser ampliado. Caso as metas estabelecidas em um primeiro momento já tenham sido alcançadas, não hesite em almejar voos mais altos.
Seguindo esses conceitos o sucesso estará mais próximo do que você pensava.

Post publicado no Portal Administradores pela Redação.

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Quem disse que você sabe de tudo?

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Um dos principais fatores para os jovens saírem da universidade com medo está na arrogância com que percorreram essa jornada
Há muito tempo eu li uma dessas mensagens de internet que dizia: “O pior cego é aquele que não sabe ouvir.” Nossa, sabe quando você para e fica pensando sobre o assunto por um bom tempo? Aconteceu comigo. Fiquei matutando sobre o que isso queria dizer.

Porventura, tive alguns amigos que tiveram sérios problemas nos olhos e acabaram perdendo a visão e, quando resolvi perguntar para eles sobre isso, a resposta girava em torno de “já que não podemos enxergar, o tato e a audição são nossos sentidos mais importantes para nos comunicarmos com o mundo. A audição ainda mais, precisamos ouvir muito.”

Depois de quebrar a cabeça um bocado, pensei: “E se essa for a forma como, muitas vezes, os jovens estão entrando no mercado?”

Existe aquela euforia de quando entra na faculdade, o mundo novo, a libertação, o poder de ser visto como um adulto e todo o potencial existente que será desenvolvido em alguns longos anos que, no entanto, com o andar da carruagem, parecem ser bem mais curtos e o resultado esperado acaba por ser muito diferente.

No final da jornada, o medo domina, pois normalmente os jovens sentem que as oportunidades não são tantas, ou pelo menos eles não aprenderam a encontrar essas tantas que realmente existem. A concorrência é cruel, ou pelo menos eles não conseguiram desenvolver seu diferencial a ponto de não se preocuparem. No entanto, a grande verdade é que, no apagar das luzes, a maioria não está pronta, deixando a dúvida: o que aconteceu?

A resposta à pergunta acima é exatamente o que falamos no início do artigo: eles entraram de olhos fechados e ouvidos tapados. Ou seja, prepotência. De todos os eventos, pesquisas, conversas que tive com empresários a vida inteira, a maior reclamação da nova geração que entra no mercado é, disparada: “eles acham que sabem tudo, são arrogantes, parecem não querer aprender”. Sim, eu sei, existem exceções. Mas estamos falando da maioria e, infelizmente, essa grande parte se encaixa no ditado.

Essa euforia de tantas possibilidades, da supervalorização de jovens talentos que conseguiram o mundo (normalmente, por suarem além do imaginável), às vezes deixa as pessoas com um falso senso de “super expertise”. O que quer dizer: acham que sabem mais do que realmente sabem. E o problema disso é que quem sabe tudo não tem mais o que aprender. Mas os jovens, que são mais novos e têm menos experiências, não deveriam ser os que mais buscam aprendizados?

Viu? Temos uma incoerência.

Em um mercado tão dinâmico, com novos conhecimentos surgindo a uma velocidade inimaginável, saber aprender e aproveitar aquilo que os outros querem e precisam nos ensinar é vital, sem falar que é mais inteligente. Afinal, quem não aprende, não evolui, e quem não evolui não tem chance alguma.

Acredito que ao final da jornada acadêmica esse medo tão grande seria bem menor – mas não inexistente – se a maioria tivesse mais pé no chão, sem querer chegar às empresas já querendo ser gerente.

Se você é jovem, lembre-se de que quando você pensar “Isso eu já sei” pode ser que esteja perdendo uma chance maravilhosa de aprender algo novo e evoluir. E se você já é um pouco mais experiente, não tenha medo de puxar algumas orelhas.

No fim das contas, o que posso dizer é: “A mente de uma pessoa que não precisa mais aprender é limitada como uma viseira muito estreita. Já a mente aprendiz é infinita em possibilidades e conhecimentos”. Faça suas escolhas.

Post publicado no Portal Administradores por Bruno Perin.

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5 dicas para identificar as melhores ideias e empreender com sucesso

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Todos os dias aparecem novos empreendedores com quatro, oito e até 20 ou mais ideias diferentes, que prometem revolucionar o mundo dos negócios. No entanto, a cartela de opções pode virar uma grande armadilha na hora de se atingir o sucesso esperado. Como o empreendedor geralmente possui recursos financeiros, de tempo e de relacionamento escassos, além da falta de experiência no mercado, concentrar seu foco em mais de um ponto pode ser fatal!

Quando um investidor aporta recursos em uma startup, por exemplo, ele quer que o empreendedor se dedique integralmente a ela. Ao mesmo tempo, se o empreendedor possui outras empresas para “tocar”, passará uma impressão não muito boa e poderá ser visto por muito tempo como um “deal braker”.

Bom, você é empreendedor e possui muitas ideias para o seu negócio. Mas, como saber qual é a melhor? Como tudo no mundo do investimento anjo e do Venture Capital, não existe uma fórmula 100% padronizada. Porém, existem algumas metodologias que ajudam investidores a embasar sua tomada de decisão.

Abaixo, sugiro um modelo que considero o melhor e que muitos investidores (principalmente fundos americanos) utilizam para avaliar ideias inovadoras. Esta metodologia foi desenvolvida por Everett Rogers e lançada no livro “Diffusion of innovations”, de 1962. Mesmo escrito há bastante tempo, o método é uma das teorias mais utilizadas até hoje.

Rogers comenta que há cinco características importantes para que uma inovação seja bem sucedida. São elas:

1. Vantagem relativa

O que é: significa que a inovação proposta é melhor que o produto padrão presente no mercado. O produto que você quer criar precisa entregar uma vantagem efetiva em relação ao que já existe no mercado. Esta vantagem pode ser funcionalidade, preço, usabilidade, etc… Se sua ideia não possui uma “vantagem relativa” talvez seja melhor repensá-la. Exemplo – Não é saudável financeiramente e mercadologicamente criar uma empresa de refrigerante a base de cola para concorrer com a Coca-Cola e Pepsi (ROGERS, Everett, 1962).

2. Compatibilidade

O que é: elenca se o cliente vai assimilar a inovação no dia a dia. O produto que você quer criar necessita ser percebido como uma evolução natural do padrão de mercado. Se você precisar de uma mudança de utilização muito brusca, que implique em um grande esforço educacional, isto não é um bom sinal. É muito importante que o produto responda a seguinte pergunta: meu cliente irá enxergar meu produto como uma evolução natural do mercado?

3. Complexidade

O que é: identifica se o cliente irá saber usar a inovação. O produto que você quer criar permite que o cliente o utilize naturalmente (por lógica de manuseio/intuição). Um produto pode ter vantagem relativa (o cliente tem benefício ao utilizá-lo), ser compatível (isto é, ser percebido como uma evolução do padrão de mercado), mas ser de difícil utilização (o que faz com que o usuário se “canse” e pare de usar no médio e longo prazos). E se o usuário “cansar” (for muito complexo), ele não irá recomendar e muito provavelmente o produto fracassará no mercado.

4. Testabilidade

O que é: identifica se o cliente poderá testar a inovação antes de adquiri-la. Se o cliente puder testar e manusear o produto antes de efetuar a comprar é um ótimo sinal. Quanto mais o cliente puder testar, menor será o seu ciclo de venda (ou seja, o tempo gasto para o cliente adquirir seu produto). Produtos onde o cliente necessita comprar para depois receber e testar podem ser uma grande armadilha (principalmente para a startup – que não possui histórico de mercado, clientes etc…).

5. Observabilidade

O que é: identifica se o cliente ganhará status social com a inovação. Se o produto que você está criando gera “status social”, mais chance de sucesso você terá no mercado. Muitos Fundos e investidores utilizam esta metodologia como base para suas avaliações.

Lembre-se destas cinco importantes características na hora de escolher a ideia do seu produto, e não se esqueça de determinar um “foco” para o seu negócio. Nada sem “foco” sai do papel e gera resultados positivos. Bons negócios!

Bruno Ghizoni é especialista em investimento em inovação, sócio da Portbank Capital S.A., onde atua como um dos coordenadores do Fundo Aeroespacial. Tem titulação pela Escola Superior de Guerra e MBA em Conhecimento, Tecnologia & Inovação pela FIA-USP. Criador do “Concurso Acelera Startup”, desde 2010 coordena o CIIN – Comitê de Investimento em Inovação do CJE-FIESP.

Post publicado no Portal Administradores por Bruno Ghizoni.

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