Traballho X prazer

Desde os tempos remotos, nossos antepassados, relacionavam o trabalho ao sacrifício. Buscavam uma maneira de sobreviver, e por necessidade “alugavam” seus corpos as empresas ou instituições, realizando de forma mecânica suas atividades e por elas recebendo determinada importância. Resignados a essa situação acreditavam que trabalho e prazer eram coisas muito distintas e impossíveis de serem conciliadas. Essa maneira de se relacionar com o trabalho tem como conseqüências visíveis a dor, a fadiga, a infelicidade e muitas vezes as doenças.

Para melhor compreender a evolução do homem e do trabalho, é necessário uma breve reflexão, Anna Sharp, em seu livro “A Empresa Na Era Do Ser”, apresenta de forma sucinta essa trajetória, “… começamos nossa história como humanidade pela ERA DO FAZER, fazendo para sobreviver através da produção rural; o poder era detido pelos proprietários de terra… enveredamos sem perceber na ERA DO TER, através da sociedade industrial, onde o trabalho era o valor predominante, fomos incentivados à produção, o consumo e o acúmulo de bens, mas ainda distantes da realização desejada… a consciência de que as benesses do fazer e do ter não contribuíram como esperávamos para a evolução pessoal nem coletiva, nos levou a mais um movimento, estamos entrando na era da comunicação, da cooperação e do conhecimento: A ERA DO SER”.

A insatisfação tem causado nos seres humanos, da sociedade pós – industrial um grande desejo de mudança, melhor dizendo, urgência por mudança. Não se aceita mais a infelicidade e frustrações relacionadas à vida profissional, como algo “normal e necessário”, hoje, tem-se urgência por realização e alegria, e assim sendo, não se pode contentar em ser feliz apenas nas horas de folga, e isso é a era do ser, as prioridades estão mudando, ser feliz é mais importante do que fazer e ter.

A psicóloga canadense Estelle Morin, da Universidade Montreal, estuda o sentido no trabalho e diz: “As pessoas estão entrando em colapso porque não vêem significado no que fazem”. Muitas mudanças estão ocorrendo, mas muitas outras ainda são necessárias. Atualmente, tem se buscado unir o trabalho e o prazer, ou seja, o que importa não é apenas ter um emprego e a remuneração, é preciso desenvolver atividades que sejam prazerosas para a pessoa e adequadas ao seu perfil psicológico. Os líderes estão começando perceber que seus funcionários são pessoas e não máquinas precisam ser respeitados, qualificados, ter liberdade e certamente serão mais criativos e capazes.

Nesse momento histórico em que nos encontramos o valor esta novamente sendo transferido, agora para as pessoas capazes de criar, surpreender, valorizar a si mesmas e as outras pessoas.

“Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo para um mundo melhor…”
Ivan Lins.

Post publicado no Portal Administradores por Beth Dias.

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