Entre o querer e o realizar

Estamos no final de 2014 e eu lhe pergunto: você se recorda do que planejou para este ano? O mês de dezembro simboliza o término de um ciclo. Tendencialmente, utilizamos seus últimos dias para refletirmos sobre o que nos aconteceu e pensamos sobre o que queremos para próximo ciclo. Criamos expectativas, ficamos empolgados para começar a pôr em prática tudo o que queremos. O novo ano vem, os dias vão e… o que acontece?

Proponho que você retorne no tempo, mais precisamente até 31 de dezembro do ano passado. Quais eram suas expectativas? O que você desejou para 2014? Fez algum pedido? Planejou realizar alguma coisa? Agora caminhe em sua linha do tempo em direção ao dia de hoje. Caminhe lentamente. Recorde o que já viveu até agora. O que você fez em janeiro? E fevereiro? Percorra cada mês, identificando suas realizações. O que aconteceu? O que você fez até agora colaborou para a realização de tudo o que você sonhou naquele dia 31 de dezembro?

Eu gostaria que todos os respondentes desta pergunta dissessem que sim, mas a realidade é bem diferente disso. Venho observando ao longo de alguns anos, em treinamentos, sessões de coaching e nos meus relacionamentos pessoais, que mais de 70% das pessoas não conseguem concretizar seus objetivos.

O que há entre o querer e o realizar? O que precisamos fazer para transformar nossas intenções em ações?

Observaremos alguns fatores que direcionam para o alcance de objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais:

1. Identificar o que se quer: por mais óbvio que este item possa parecer, é imensa a quantidade de pessoas que não sabe exatamente o que quer. Saber onde você quer chegar é pré-requisito para iniciar sua caminhada na direção de seus objetivos. Imagine, agora, que você alcançou seu objetivo… Onde você está? O que está fazendo? Visualize cada detalhe e perceba como você se sente tendo alcançado o que queria.

2. Ter uma expectativa otimista em relação ao que se quer: existem dois tipos de fatores que influenciam na realização de um objetivo: os externos e os internos. Os fatores externos são aqueles sobre os quais não temos controle: as outras pessoas, o ambiente, regras, fatores sociais, etc. Fatores internos são aqueles cujo domínio está em nossas mãos: nossas crenças, atitudes, motivações. Boa parte do insucesso no alcance de objetivos se deve a fatores internos.

O nome disso? Autossabotagem! Henry Ford afirmou que “se você acreditar que pode ou se acreditar que não pode, você está certo”… Suas crenças determinarão boa parte do sucesso de suas ações. Pense, neste momento, em que você acredita? Mapeie todas as palavras e frases que você diz para você mesmo sempre que pensa no seu objetivo. Existem perspectivas negativas? Identifique-as e as substituas por afirmações positivas sobre você mesmo e sobre sua capacidade de merecer e conquistar seu objetivo. Faça deste um exercício constante. Sempre que as crenças limitantes surgirem, providencie que sejam substituídas imediatamente por outras que possam lhe impulsionar na direção que você quer.

3. Declarar claramente o que se quer: desenvolver um objetivo e um planejamento detalhados é a forma mais eficaz de ter clareza sobre o que se quer e como fazer para chegar lá. Coloque suas ideias em um papel. O que você quer? Como? Quando? Onde? Com quem? Por que você quer? Qual a importância disso pra você? O que você ganha alcançado este objetivo? E o que você perde? Ah, sim… pois toda escolha implica em uma renúncia. Sempre que você escolhe um caminho, você está deixando de escolher outro.

Do que você está disposto a abrir mão para conseguir o que deseja? O ser humano busca se aproximar do prazer e se afastar da dor. Buscamos o prazer de conseguir o que queremos, mas sem a dor do caminhar. Pelo que você está disposto a passar para alcançar seus sonhos? Planeje cada passo. Mapeie riscos e possíveis formas de contorná-los. Identifique meios para avaliar se o seu plano está favorecendo o alcance de seus objetivos, para o caso de ser necessário o ajuste de rumo. Tenha seu plano em um local onde possa visualizá-lo constantemente. Declare para você mesmo e para os outros onde você quer chegar.

4. Arriscar-se na direção do que se quer: arriscar é ousar fazer. Significa mobilizar-se física, mental e emocionalmente. É fazer acontecer. Você já possui um plano. O que está esperando pra colocá-lo em prática? É de Soren Kiekegaard, filósofo e teólogo dinamarquês do século XIX, o texto que diz: “Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são. Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza. Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver…” Ao longo do caminho, pode ser que você duvide de sua capacidade, pode ser que você acredite que é melhor continuar onde está. Se você persistir até que os primeiros resultados apareçam, verá o quão gratificante é saber que você pode chegar onde quiser!

5. Agradecer e perdoar: você chegou onde queria! Lembre-se de agradecer por suas conquistas. Agradeça ao Universo, a Deus ou ao que mais faça sentido para você. Agradeça às pessoas que fizeram parte da sua jornada. E perdoe. Perdoe a si mesmo por qualquer falha. Perdoe aos outros e peça perdão, se for necessário. Saber agradecer e saber perdoar são algumas das habilidades que nos tornam merecedores das mais nobres conquistas.

6. Avaliar o processo: faça uma retrospectiva de tudo o que você fez para chegar onde chegou. Reveja seu plano de ação. Lembre cada passo, o que foi seguido à risca, o que precisou ser adaptado, erros e acertos. Se possível, escreva suas percepções. Identifique o que você faria de novo e o que não repetiria. Além de poder viver a alegria de se realizar, vivencie o prazer de poder aprender com sua jornada.

E você? O que tem feito para se sentir realizado? Sugiro que comece mapeando o que você realmente quer. Uma longa caminhada sempre começa com o primeiro passo…

Post publicado no Portal Administradores por Mariana Vidal.

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