O bom e velho colchão

Como está sua situação financeira? Quando a situação está crítica, com dívidas e contas atrasadas, pare tudo e tenha calma! Sim, calma para negociar e quitar todas as pendências. Você pode ter como referência o período de seis meses a um ano para pagar suas dívidas.

Dependendo da situação em que estiver, antes de começar a poupar, o melhor a fazer é estabilizar as finanças. Essa é uma medida em médio prazo. Em curto prazo, você pode estabelecer quais são as prioridades na sua vida, assim você fará os ajustes e cortes necessários.

Além dessas atitudes, em curto e médio prazo, meu conselho é: independentemente do motivo, não culpe ninguém pela situação em que você está. Faça diferente! É possível sair do vermelho sem surtos, mas você precisará ser determinado.

Depois disso, você deve recorrer ao bom e velho colchão. Saber o quanto te faz feliz hoje, projetar esse valor daqui uns anos e calcular quanto precisa juntar mês a mês e por quanto tempo.

Essa linha de raciocínio, que diz respeito ao futuro, é o que eu chamo de colchão financeiro. Ter um lugar para deitar, relaxar, que seja proporcional ao nosso corpo e nos dê uma noite de sono tranquila.

Em relação ao valor que te faz feliz, algumas pessoas têm em mente e são orientadas a conquistarem o primeiro milhão. Mas, será que apenas essa quantia realmente o fará feliz? E se fosse algo mais modesto, por volta de 50 mil reais?

Quando focamos em valores mais baixos, fica mais fácil acreditar que será possível e se dedicar para que isso aconteça. E nada impede que o valor vá aumentando. Tudo depende do que se quer.

Que tal começar seu colchão financeiro? 

Post publicado no Portal Administradores por Pedro Braggio.

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7 razões pelas quais a maioria não sai do lugar

Imagine um mundo sem professores, políticos inescrupulosos, economistas, contabilistas e administradores, um mundo sem líderes nem psicólogos nem gerentes de RH, um mundo sem ninguém dizendo o que você deve ou não deve fazer.

Já pensou nisso? Se existisse algo assim, o que você faria, por onde começaria a trabalhar a sua ideia, o seu projeto, o seu artigo ou a sua tese de doutorado para defender uma ideia diferente e capaz de influenciar as pessoas para uma vida melhor, um mundo melhor?

A maioria está sempre esperando o próximo discurso, o próximo livro ou artigo, a próxima instrução, o próximo e-mail ou a próxima ordem do dia. A maioria não sabe o que dizer, pensar, escrever ou fazer para fugir da escravidão imposta pelos pensamento alheios.

Na prática, a maioria espera. Pensar dá um trabalho danado, é a tarefa mais difícil do mundo, por isso, poucas pessoas se dispõe a fazê-lo. Tudo é difícil, estudar, escrever, vender, liderar e trabalhar em equipe, montar um negócio, fazer a diferença. Amar é difícil, perdoar é mais difícil ainda.

É assim nas organizações religiosas, nas empresas públicas, privadas, não-governamentais e, infelizmente, na política, onde a estratégia dos marqueteiros alienados, sustentados a peso de ouro por políticos mal intencionados, não tem a mínima preocupação em iludir os cidadão comum, altamente influenciável.

Por que estou dizendo isto? Porque a grande maioria continua com os mesmos pensamentos de vinte ou trinta anos atrás e, como não evolui, não estuda, não faz o mínimo esforço para pensar por si mesmo nem se compromete a fazer algo diferente, continua refém dos pensamentos alheios.

Um exemplo prático pode ser visto todos os dias na Internet. Basta você ler um artigo ou uma posição um pouco mais polêmica de alguém, daquelas que contrariam o senso comum. Dificilmente consegue-se extrair alguma coisa positiva do debate. Alguns retornam ao seu estado mais primitivo.

É impressionante como os ânimos acirram e os comentários se multiplicam inutilmente sem qualquer fundamentação. E o que é pior, na tentativa de participar e mostrar sua opinião, você entra na onda, se emociona mais do que o necessário, ofende, se perde e ao mesmo tempo se frustra.

Por que a maioria não consegue sair do lugar? Tenho algumas convicções, não por pesquisa, mas por experiência própria. Tive que mudar a mim mesmo inúmeras vezes para encontrar o melhor caminho, pois, como se diz em estratégia, não existe estratégia certa ou errada, existe estratégia que deu certo ou estratégia que deu errado. Embora você possa desenhar um caminho, nunca saberá se é o melhor enquanto não chegar lá.

1. Falta de consciência: dos seus pontos fracos, das suas limitações, do que você ainda não domina, do que precisa ser melhorado, das oportunidades que aparecem, de quem você é, do quanto ainda falta para caminhar, do que já conseguiu, do seu papel na sociedade, do que o mundo espera de você.

2. Falta de educação: para entender o que acontece à sua volta, para ser mais racional e menos emotivo, para discutir com mais propriedade e discernimento, para não sair disparando bobagens a qualquer preço, para contribuir mais e destruir menos, para não ser refém dos pensamentos alheios, para sofrer menos.

3. Falta de coragem: na maioria das vezes, o desafio não é aperfeiçoar a capacidade de realizar e sim o desafio de começar e continuar caminhando. Em qualquer lugar do mundo, feito será sempre melhor do que perfeito. Você é capaz de transformar iniciativa em paixão e prática? Se não consegue, pare de reclamar do chefe, do salário e da empresa onde trabalha, isto é o melhor caminho para a depressão.

4. Falta de foco: você nunca vai conseguir agradar a todos, portanto, quanto mais você pensa, quanto mais você espera, quanto mais você muda e quanto mais você empurra com a barriga, baseado no que outros estão querendo ou dizendo, mais se distancia do seu objetivo. Quem quer ser tudo para todos acaba não sendo nada.

5. Falta de regularidade: quando você está trabalhando duro num determinado projeto, escrevendo um artigo, um plano de negócio, um livro ou qualquer coisa que o faça sair do lugar, a coisa mais contraproducente do mundo é parar para ler um e-mail idiota que acabou de chegar, entrar no Facebook ou correr para o YouTube a fim de curtir o vídeo que o amigo mandou pelo whatsapp. Sem regularidade, sua ideia morre no papel.

6. Falta de consistência: sustentar uma ideia ou uma posição requer conhecimento sobre o assunto, não basta ser mais um na multidão. Os discursos de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e Martin Luther King nunca mudaram. Sem consistência, a mensagem se perde, sua integridade também. Não existe nada pior do que ensinar e não praticar. Quem vai acreditar em alguém que muda de ideia e opinião o tempo todo?

7. Falta de confiança em si mesmo: se você fica o tempo todo se comparando a alguém que parece estar melhor do que você, o sofrimento triplica; pare de fazer comparações inúteis, cada um tem a sua própria história e faz o seu próprio caminho; é como abrir a Revisa Você S/A ou a Boa Forma e constatar que todo mundo está bem, menos você; em resumo, pare de sofrer, acredite mais em si mesmo.

Sendo mais prático, não espere ser escolhido, escolha você mesmo. Saia do lugar, pague o preço, seja um iniciador por natureza. Esperar por um investidor, uma oportunidade para falar, uma promoção, um aumento ou o reconhecimento do chefe pode ser uma péssima escolha.

Se não escolheram você, azar deles. Como dizia Oliver W. Holmes, escritor e médico norte-americano, o mais importante da vida não é onde estamos, mas em que direção estamos nos movendo.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Post publicado no Portal Administradores por Jerônimo Mendes.

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