Como administrar melhor seu dinheiro

O consumismo é algo que está presente em nossas vidas. E baseado em nosso sistema econômico capitalista, podemos afirmar que: não podemos gastar mais do que ganhamos. A partir do momento que você começa a gastar mais do que ganha, o aumento de dividas se eleva, e o único caminho é a falência.

Saber administrar seu dinheiro é algo fundamental. À hora certa de usar um cartão de crédito, a quantidade de parcelas, a necessidade adquirir um serviço ou produto, fazer um planejamento futuro de suas contas, essas entre outras centenas de exemplos, podem contribuir de forma significativa no seu bolso.

Pesquisas apontam que mais de 50% dos brasileiros gastam mais do que recebem. Claro que nosso salário mínimo não ajuda tanto, porém podemos planejar de forma simples nosso dinheiro.

Podemos dividir nosso dinheiro em 4 partes: Contas Fixas e Variáveis, Hobbies, Poupança e Investimento a curto prazo. Onde Contas Fixas e Variáveis teriam um valor igual ou inferior a 40% do que ganhamos, Hobbie igual ou inferior a 30%, Poupança igual a 20% e Investimento em curto prazo igual ou inferior a 10%.

O primeiro passo é criar uma planilha para o acompanhamento de seus gastos. Logo após definir o que são suas Contas Fixas e Variáveis, Hobbies, Poupança e Investimento em curto prazo.

Contas Fixas e Variáveis – Podemos citar como exemplo: aluguel, luz, alimentação, faculdade, telefone, gasolina e etc. A conta é considerada fixa independente de seu uso, por exemplo, aluguel e faculdade. A conta é considerada variável de acordo com volume que é utilizado, por exemplo, telefone e luz.

Hobbies – Podemos citar como exemplo: shows musicais, restaurantes, cinema, teatro, praia, compra de roupas, aparelhos eletrônicos, academia e etc. Hobbie é algo bem pessoal e que nos da prazer. Lembrando que você pode determinar se seu hobbie pode virar uma conta fixa ou variável. Por exemplo, toda quinta-feira você costuma ir a um restaurante para comer caranguejo. Eu posso e devo considerar esse meu hobbie como uma conta variável. Outro exemplo, seria a academia como uma conta fixa.

Poupança – Aqui nossa meta é juntar dinheiro. Sempre guardar 20% em sua poupança para algum eventual problema financeiro, a tão sonhada casa própria, veículo ou época sazonal, como por exemplo, natal.

Investimento em curto prazo – Podemos citar como exemplo: cursos, palestras e etc. Da mesma maneira que um hobbie pode ser uma conta fixa ou variável, seu investimento também pode ser incluído. Por exemplo, uma faculdade no curso de recursos humanos com duração de 3 anos, pode ser e deve ser considerada um conta fixa.

Um exemplo de investimento em curto prazo seria, um curso de 3 dias na área de departamento pessoal. O pagamento seria a vista ou em poucas parcelas. Outro tipo de investimento é por exemplo, comprar um óculos de grau, ou comprar um sapato para trabalhar. Nesse caso não seria considerado como hobbie.

Enfim, todo dinheiro gasto a longo ou a indeterminado prazo, pode e deve ser incluído em suas contas fixas e variáveis. Dessa forma fica mais fácil de administrar seu dinheiro.

Post publicado no Portal Administradores por Handerson Café.

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Proposta de aumento do salário mínimo em 2015: quais as vantagens?

Desde o ano 2000, com a Lei complementar nº 103, foi instituído o piso salarial estadual, o que permitiu que os estados pudessem instituir valores mínimos devidos aos trabalhadores. O que temos então é o salário mínimo estipulado por Lei, dos trabalhadores que não se encontram inseridos em nenhuma categoria e não tem seu salário definido por lei federal. O salário mínimo além de definir o salário destes trabalhadores, também define o valor da previdência social e seguro desemprego.

Por outro lado, temos as categorias de trabalhadores, exemplo os metalúrgicos, os metroviários, os professores, dentre tantos outros. O salário destes é regido por uma Convenção Coletiva de Trabalho, a convenção coletiva é o acordo realizado entre o sindicato dos representantes da classe dos trabalhadores e o sindicato representante da classe dos empregadores.

Uma vez ao ano ocorre a negociação que ocorre em determinada data e se chama data base, é nesse momento que se negocia os reajustes salariais, benefícios (auxílio alimentação, auxílio creche, seguro de vida, convênio médico, condições de trabalho, dentre tantos outros direitos e deveres). A Convenção tem o objetivo de conciliar os interesses de empregados e empregadores.

Quando não há a negociação de reajustes chama-se dissídio e passa a ser julgado pela Justiça do Trabalho e esta vai determinar apenas o índice do reajuste.

O Ministério do Trabalho e Emprego é o órgão competente que exige o cumprimento da Convenção Coletiva e o órgão efetua fiscalizações junto às empresas, solicitando folhas de pagamentos, convenções e outros documentos, caso verifique irregularidades, o Ministério lavra auto de notificação e determina que a empresa cumpra a Convenção e estipula prazo para isso. Também pode ser lavrado auto de infração e aplicar multas em caso de não observância da Convenção.

Pode ocorrer da empresa negar direitos aos trabalhadores que se encontram garantidos pela convenção coletiva, por exemplo, deixar de pagar o piso salarial, ou deixar de garantir o auxílio alimentação, neste caso, ao trabalhador resta propor uma ação na justiça exigindo seus direitos.

Os direitos inadimplidos acabam sendo determinados pela Justiça, devendo o empregador adimplir os valores atrasados acrescidos de juros.

Outro exemplo: desde 2008 temos a Lei do Piso estipulada para profissionais do magistério público para jornadas de no máximo 40 horas semanais. Assim, o MEC determina o reajuste salarial da categoria dos professores, o Governo Federal repassa para todos os municípios e muitas prefeituras deixam de repassar o reajuste aos professores. Eles atrasam 1, 2, até 5 meses ou mais, situações que infelizmente necessitam ser corrigidas através da justiça. Há casos em que a prefeitura mesmo toma providência através da câmara de vereadores (aprovando lei de pagamento para reajustes atrasados).

Nesse sentido, havendo quaisquer irregularidades e negativa de direitos o trabalhador deve informar ao Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o Sindicato de sua categoria e ajuizar demanda perante a justiça buscando a regularização da situação.

Quanto a ausência de anotação em CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social)
Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS é um documento obrigatório para toda pessoa que venha a prestar algum tipo de serviço a outra pessoa (como empregado), seja na indústria, no comércio, na agricultura, na pecuária e de natureza doméstica.

A ausência de anotação da CTPS constitui falta gravíssima e gera ao empregado incontáveis prejuízos. A ausência de anotação em CTPS e a sua não inclusão na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) impede o empregado de participar do Programa de Integração Social (PIS), gera prejuízos na comprovação de tempo de serviço para fins de aposentadoria e, ainda, é possível a condenação da empresa por danos morais, bem como a investigação da mesma mediante emissão de ofício ao Ministério Público do Trabalho e Emprego e Delegacia Regional do Trabalho.

Importante ressaltar que a ausência de anotação em CTPS não se resume em apenas uma infração administrativa, trata-se de falta grave e ofensa ao que determina a legislação trabalhista.

Também o fato do empregador realizar anotações que desabonam o funcionário na CTPS, dependendo da gravidade das anotações ou da prática discriminatória, ou ainda, havendo a intenção de causar danos ou constrangimento ao empregado, sujeita o empregador a reparar o empregado através de danos morais.

Thalita Frediani é pós-Graduada em Direito Processual Civil pela Escola Paulista da Magistratura e atua como advogada no cenário empresarial desde 2007.

Post publicado no Portal Administradores por Thalita Frediani.

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As sete soluções para a falta de dinheiro

O livro “O Homem Mais Rico da Babilônia” reúne diversos ensinamentos, escritos por George Samuel Clason a partir de 1926. O escrito teve sua primeira publicação nos Estados Unidos da América. Lá, mais de 1 milhão e 500 mil exemplares foram vendidos. No Brasil em sua 18º edição, a obra foi traduzida por Luiz Cavalcanti de M. Guerra e publicado pela editora Ediouro, Rio de Janeiro, 2005.
O autor retrata, por meio de parábolas os meios pelos quais aquela civilização lidava com as finanças.

A Babilônia era uma cidade da Mesopotâmia, localizada próximo ao rio Eufrates. Mesmo com poucos recursos disponíveis, era um lugar onde a capacidade humana se sobrepunha as dificuldades, e objetivos extraordinários eram alcançados.

O livro é uma narrativa que trata de experiências financeiras vividas pelo povo babilônico. Ao todo são 157 páginas, dividas em 11 capítulos.

(…)“Para ser igual a mim é muito simples – disse o homem mais rico da Babilônia. – Basta entender que um décimo do que você ganha é seu.
– Isto não faz sentido – respondeu o rapaz. – Tudo o que ganho é meu.
– Você não paga o alfaiate? Não paga o padeiro todos os dias? Você não pode viver um dia sequer sem gastar, e o seu dinheiro é de todo mundo, menos seu.

“A partir de agora, reserve um décimo do seu salário para pagar a você mesmo. Use este dinheiro em seu benefício; não esqueça que os caminhos da riqueza são mágicos e estranhos. Se você cuidar bem deste décimo, ele um dia recompensará todos os seus esforços”(..)”

E assim, por meio de “insigths”, como o próprio George S. Clason descreve em seu prefácio, o livro se desenrola. A Babilônia era um ambiente de opostos. De um lado a prosperidade, do outro, bem ali do lado, pertinho mesmo, na frente dos olhos, estava a miséria que subsistia perante tamanha riqueza.

O que justificava uns serem tão ricos, outros tão pobres? Sorte? Capacidade intelectual? Não! Observar e aplicar pequenos conceitos, filosofias, eram o ponto de partida para se alcançar objetivos concretos. A grandiosidade da Babilônia foi conseguida por meio da sabedoria de seu povo. Tudo que ali existiu e ainda existe, foi criado e desenvolvido por eles.

Conceitos, práticas e modelos financeiros adotados hoje, se baseiam nas experiências vivenciadas naquela época. Uma filosofia que não se perdeu com o passar dos anos e que hoje é corroborada por muitos.

E Arkad, o homem mais rico da babilônia, certa vez foi indagado pelo rei:

(…)”- Arkad – disse o rei -, é verdade que você é o homem mais rico da Babilônia?
– É o que se costuma dizer, majestade, sem que ninguém tenha aparecido para contestá-lo.

– Como se tornou tão rico?
– Aproveitando as oportunidades disponíveis a todos os cidadãos de nossa boa cidade.
– Mas certamente começou com alguma coisa…
– Somente com o desejo de ser rico. Além disso, mais nada.”(…)

Arkad era conhecido em toda a Babiblônia devido sua riqueza que a cada dia aumentava mais, sem que ele a pudesse gastar. Os amigos de arkad se questionavam porque ele se tornará tão rico e eles não. Arkad retrucava dizendo que as pessoas ao se tornarem ricas, geralmente, tornam-se avarentas, infelizes. Ao passo, que poucas, bem poucas ficam ricas sem deixar de se sentirem felizes. Ele, por sua vez, explicou aos jovens dizendo que na sua juventude buscava observar as coisas boas capazes de propiciar contentamento e felicidade. A riqueza, por sua vez, potencializava ainda mais cada uma delas.

Mas para se alcançar tamanha prosperidade era necessário seguir alguns passos, verdadeiras regras de ouro. Ao todo são sete, por coincidência ou não, o número da perfeição. As sete soluções para a falta de dinheiro são o ponto de partida para se atingir a independência financeira.

Primeiramente faça seu dinheiro crescer: Gaste menos do que você ganha.
Controlar os gastos é fundamental: É preciso saber onde seus recursos estão sendo aplicados, para onde estão sendo direcionados.

Multiplique seus rendimentos: Faça investimentos que lhe tragam lucratividade.
Proteja seu tesouro contra perdas: Ponha seu dinheiro em um lugar seguro. Onde você tenha certeza de que ele possa ser reivindicado a qualquer momento.

Faça do lar um investimento lucrativo: Grande parte do babilônicos viviam em locais precários e ainda por cima pagavam aluguéis altissímos. Para Arkad,

(…)”nenhuma familía pode gozar plenamente a vida a menos que tenha um pedaço de chão onde as crianças possam brincar ao sol e a esposa possa plantar não somente árvores frutíferas, mas também verduras para alimentar os seus”(…)

A sexta regra fala sobre a importância de que seja assegurada uma renda para o futuro. Afinal, o vigor fisíco irá passar. A capacidade de gerar riquezas, por meios dos esforços, com o tempo diminuirá. Com isso, o planejamento para se ter uma velhice com qualidade é de suma importância.

Por fim, temos que a capacidade de aumentar os ganhos é primordial. Aumentar o seu nível de conhecimento e habilidades, desenvolver suas aptidões, conhecer a si mesmo. Tudo isso fará com que tenha mais confiança e por conseguinte realizará seus mais acalentados sonhos.

Na Babilônia a possibilidade de enriquecer era possível a todos. Arkad, não privou seu sucesso aos demais. Pelo contrário, os auxiliou para que pudessem alcançar os objetivos. Entretanto, o sucesso estava em aplicar tais conhecimentos da forma adequada. Outra filosofia, importante e muito interessante é a de viver somente com 70% do que se ganha, economizar 10% e utlizar 20% para “ratear” entre os credores.

Aplicando isso, ele percebeu que podia comprar artigos de qualidade superior a um preço bem mais acessível. Com tudo, a economia dos 10% tinha uma peculiaridade. Ele achava engraçado acumular um recurso que não se pode gastar. Havia mais prazer em economizar do que gastar. Havia segurança em fazer o dinheiro crescer de maneira estável.

Mais do que ter conhecimento de que foi uma cidade onde experiências de sucesso se concretizaram, é saber que toda a sabedoria da Babilônia não se perdeu com o passar do tempo. Ela ultrapassou séculos, décadas, anos, meses e esta presente em nossos dias.

Post publicado no Portal Administradores por Daniel Felipe.

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Não pare de sonhar

Há um caminho comprovada para o sucesso e para a felicidade, e este caminho é viver de acordo com as suas metas, é ser fiel a seus ideais e objetivos.

De fato, uma pessoa que tenha metas vive bem e é feliz apenas enquanto permanecer fiel a essas metas, apesar de todos os obstáculos que a fariam abandoná-las.

Seu futuro resulta de seus sonhos, das decisões que toma e ações que faz, e não das coisas que apenas deseja ou pensa em fazer. Você é o que é hoje devido às escolhas e atitudes de ontem.

Se quiser mudar sua vida, comece mudando a si mesmo, os seus valores, para assim, transformar tudo o que está à sua volta, já que é você quem influencia o ambiente externo a partir de suas mudanças. E não o contrário.

Lembre-se que são os seus sonhos e atitudes que fazem a diferença em sua vida. As emoções e ações certas o colocam no caminho da realização dos seus sonhos, da concretização dos seus objetivos e da consequente felicidade!

Por isso é tão vital não deixar de sonhar.

O filósofo L. Ron Hubbard escreveu: “E você descobrirá que, na vida, um indivíduo está tão alerta e desperto e feliz quanto ele tenha sonhos e metas. Ele tem tanto futuro quanto tenha postulado metas para o futuro. Ele não tem mais futuro que isso. Portanto, um homem está tão vivo quanto ele tenha expectativas e sonhos, ele certamente estaria tão vivo quanto tivesse um futuro. Ele está vivo tanto quanto tenha expectativas, sonhos e metas.” – L. Ron Hubbard

Eu realmente acredito que qualquer pessoa pode e deve se comprometer a alcançar a excelência em todas as áreas de sua vida. A chave é estabelecer metas enormes e loucas, se dando conta de quanto esforço é necessário para conseguir o que se propôs e então, atacar em direção às metas todos os dias. Esta é a maneira de continuar a ter sucesso, permanecer no ataque, dominar e vencer.

Ter sonhos, metas e objetivos grandiosos é vital para seu sucesso! Portanto, nunca pare de sonhar!

Post publicado no Portal Administradores por Lucia Winther.

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Você está pronto para ter a sua empresa?

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Você é comprometido com o seu trabalho? É dedicado com os seus estudos? Lida bem com a pressão do dia a dia? É engajado com as metas? É envolvido com as estratégias da empresa? Preocupa-se com a satisfação dos clientes? Gosta de desafios? E a pergunta mais importante: você se realiza trabalhando ou preferia ficar em casa, se pudesse?

Reflita sobre essas perguntas para então compreender o que vou lhe dizer: abrir uma empresa não o torna um empreendedor. Este tipo de profissional demonstra suas características aonde quer que esteja; pode ser atrás de um balcão numa lanchonete, na mesa de um escritório, na loja de um shopping, enfim, ele não esconde as suas características. É fato que muitas empresas reprimem o ímpeto empreendedor, não permitindo que as pessoas errem, inovem, participem, mas, o verdadeiro empresário, por ser um inconformado com a mesmice, não consegue permanecer nesse tipo de ambiente.

Agora, cuidado! Muitos profissionais se enganam acreditando que despertarão um espírito empreendedor quando abrirem o seu próprio negócio. Isso, de fato, pode acontecer quando você se vê trabalhando com algo que te apaixona, que tem a ver com as suas aptidões. Esse é o ponto: empreender deve ser uma escolha emocional e racional de dedicar-se a fazer aquilo que você realmente deseja. Empreender não pode ser uma fuga, ou seja, não estou dando certo em lugar nenhum, então, quem sabe, se eu abrir o meu negócio pode ser diferente. Portanto, a análise acima se torna fundamental.

Se você deseja empreender para ver se vai dar certo em alguma coisa, esqueça, o risco é alto. É melhor dar certo em alguma coisa primeiro. Agora, se você deseja ser empresário para colocar em jogo todo o seu potencial, vá em frente e siga algumas dicas fundamentais:

1. Some experiências

Se a ideia de empreender já está na sua cabeça, aproveite todas as possibilidades de adquirir experiência para o seu negócio. Comece a olhar as coisas com uma visão mais crítica, questionadora, curiosa. Nesse momento, os “porquês” podem fazer toda a diferença. Muitas vezes, permanecer mais um tempo na empresa para assumir uma nova área, aprender um pouco mais ou aproveitar uma formação importante pode ser uma decisão inteligente.

2. Faça uma boa reserva financeira

Sei que já ouvimos muitas histórias de pessoas que iniciaram um negócio com nenhum dinheiro e deram muito certo. Mas, existem muitas outras histórias, aliás, a maioria delas, de empresas que quebraram por não ter um fluxo de caixa adequado. Não se precipite. Guarde o que puder, vá construindo um bom histórico bancário (para conseguir crédito no futuro) e, principalmente, organize a sua vida para não precisar utilizar o caixa da empresa para as suas contas pessoais por, no mínimo, 12 meses. E se a empresa der lucro antes desse período, reinvista na empresa e faça um bom caixa. Quem tem caixa, tem força e velocidade para crescer.

3. Acumule conhecimento

Leia, faça cursos, procure ajuda profissional, converse com pessoas mais experientes, enfim, não confie somente no seu instinto. Esse é um grande erro de muitos empreendedores. Existem muitas instituições que oferecem excelentes ferramentas para o pequeno empresário com custos muito acessíveis.

4. Planeje, planeje e planeje

O brasileiro dá pouco valor ao planejamento e nesse momento é essencial. Não saia fazendo, pense sobre o seu negócio: perfil do meu público, diferenciais do meu produto/serviço, parcerias, onde e como divulgar, enfim, aproveite esse momento de planejamento para desenhar a sua atuação no negócio, mantendo a sua visão sempre na plena satisfação dos seus clientes, o único motivo para o seu negócio existir.

5. Invista em relacionamento

Onde estão as pessoas que podem me inspirar? Fique perto delas. Vai ter muita gente que duvidará da sua iniciativa, a maioria das pessoas não acredita na ousadia, prefere a estabilidade. Ouça essas pessoas. É importante, mas ouça também quem foi além. E então defina qual será o seu posicionamento. Além disso, amplie o seu networking, pois o seu nível de relacionamento determinará as possibilidades de atuação do seu negócio.

6. O segredo é a alma do negócio

Segure a ansiedade a não saia contando a sua ideia pra todo mundo, tem muita gente mal intencionada. Converse com algumas pessoas sim, mas não alastre o seu projeto por aí. Conte para quem, nesse momento, possa contribuir contigo.

Por fim, antes de empreender, pergunte-se: pra que? Se você realmente encontrar um motivo que valha a pena a sua dedicação integral, sem férias, sem hora extra, sem garantia de salário no final do mês, sem reconhecimento, sem 13º salário, enfim, sem nenhuma estabilidade, parabéns, você está pronto para pensar em abrir um negócio e conquistar a tão sonhada liberdade que só um empresário pode ter.

E como alguém que deixou uma carreira executiva para abrir o seu próprio negócio, posso lhe afirmar: vale a pena!

Post publicado no Portal Administradores por Alexandre Prates.

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O sucesso inspira, mas só o fracasso ensina

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As forças contrárias na hora de tomar uma decisão arriscada são inúmeras e, geralmente, poderosas. Na minha vida, eu aprendi o seguinte: o “não” eu já tenho. As forças contrárias sempre foram um incentivo para mim, uma grande motivação. E eu tenho uma coisa muito engraçada, que é gostar de lidar com o supostamente impossível. Há duas frases para mim que, nesse sentido, são muito fortes. Uma do Mandela, que diz que “o impossível é tudo aquilo que ainda não foi feito”. E a outra é aquela clássica do Walt Disney, que eu costumo usar no encerramento de minhas palestras: “Eu gosto do impossível porque no impossível tenho menos concorrência”.

Correr contra todas as possibilidades sempre me deu e me dá até hoje muito incentivo. Isso nunca me inibiu e eu sempre fiz com que a força contrária não agisse contra mim, mas como a alavanca do judô, que usa o oponente ao seu favor. Nenhuma das iniciativas com as quais me envolvi foram fáceis. Sempre tive que saltar grandes obstáculos para atingir meus objetivos. Uns com sucesso e outros com os fracassos.

Eu sempre aprendi muito com os fracassos. Na minha vida, eu aprendi mais com o fracasso do que com o sucesso. O sucesso inspira a gente. Mas o que te ensina mesmo na vida é o fracasso.

As pessoas têm tanto medo de arriscar porque, na sua grande maioria, são covardes. Elas têm medo de correr riscos, têm medo de sair da sua zona de conforto, aquela zona de uma suposta proteção. E as pessoas, com esse medo de fracassar, entram num processo de paralisia completa. Então, na hora em que elas pensam, sonham, têm ambição, se não tiverem autoestima e a motivação correta, essa motivação louca de correr riscos, elas mesmas criam seus próprios limites. E aí vão se convencendo de que não podem fazer aquilo. Na verdade, deixem para o mundo nos colocar as dificuldades, não vamos fazer isso. Acho que a gente tem que assumir uma atitude positiva na vida.

Ser chamado de louco é um elogio para mim e para todo empreendedor que sabe que ter suas iniciativas vistas, inicialmente, como ideias malucas é um sinal de que um bom negócio está a caminho. Muitas pessoas me perguntam se dá para ter certeza de que uma ideia que parece maluca para o resto do mundo é um bom negócio. Ninguém pode ter essa certeza, ninguém pode te assegurar que essa ideia vai ser um bom negócio. Mas você pode, sim, visualizar e acreditar nessa ideia e assim encontrar as motivações para seguir e superar todas as dificuldades que vai encontrar.

Mas ninguém pode garantir nada. Pelo contrário. Na verdade, todas as ideias arrojadas nascem com um percentual de fracasso enorme, a medir pelas inúmeras pequenas empresas que são criadas. A taxa de mortalidade é enorme. O fato é que você vai para a guerra. E aí vai ter gente que vai voltar num saco de plástico e vai ter gente que vai voltar viva. Pode ser que um volte sem uma perna, outro sem um braço. Mas volta vivo. Na guerra do mundo dos negócios, infelizmente, as possibilidades de morte são enormes. Então, você tem que ter uma dose de otimismo, de força de vontade, para poder dar a volta por cima, sobreviver e também prosperar, fugindo das estatísticas ou, pelo menos, entrando na estatística da minoria, não da maioria.

Os fatores chave que fazem a diferença entre o sucesso ou fracasso de um negócio são as pessoas. Não são os instrumentos, os planos de negócios ou o capital. Às vezes, inclusive, capital em excesso é um problema tanto quanto a falta dele. Mas o que faz a diferença é a pessoa. A capacidade de a pessoa visualizar, se comprometer com seu projeto, aceitar que ela vai fracassar e aprender com esse processo ao longo do caminho. Mas saber que ao longo desse aprendizado ela vai construir sua capacidade empreendedora, sua musculatura emocional, porque você vai ter que lidar com muitos fatores que vão deprimir,  abalar de alguma maneira. Então você vai ter que encontrar o foco para se colocar para a frente.

No momento em que você tem uma ideia, tem que entender que precisa ser seu próprio CEO. E isso significa combinar criatividade, entusiasmo e otimismo. Esses valores são fundamentais. Você tem que acreditar no impossível!

Post publicado no Portal Administradores por Ricardo Bellino.

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3 qualidades de pessoas capazes de mudanças transformadoras

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Na história da humanidade, sempre sobrevive quem se adapta, quem sabe mudar. Para grandes transformações, são necessárias pessoas transformadoras, que consigam encarar o pessimismo, o medo e o cansaço. Qual é a fórmula mágica que move uma pessoa capaz de tudo isso?

Em um recente artigo para a Inc., a escritora Ekaterina Walter relata o que aprendeu com Malcolm Gladwell, após assistir a uma palestra sua. De acordo com ele, as pessoas capazes de promover grandes transformações dividem três características em comum:

1 – Coragem

“Coragem de explorar o inexplorado. Coragem de desafiar os pessimistas. Coragem de persistir quando tudo parece estar contra você”, escreve Ekaterina. Pessoas corajosas são pessoas abertas e criativas, capazes de considerar todo tipo de solução inovadora, são pessoas independentes e que têm um certo gosto por quebrar padrões considerados normais. Elas também são conscientes de seus próprios pensamentos, dispostas a seguir suas ideias quando sabem que estão corretas.

A combinação de todos esses fatores faz uma pessoa corajosa. “Algumas pessoas são criativas, mas não conscientes, não têm a habilidade de executar uma ideia. Algumas são ótimas na execução, mas falta a mente-aberta. Também não importa ter diversas ideias e disciplina para executá-las, se não possui a resiliência necessária para ignorar todos os que apontam defeitos”, conclui ela.

2 – Capacidade de repensar o problema

Mudança requer repensar cada passo dado e isso inclui contratações. “Pessoas que se atêm a soluções conservadores não são aquelas que irão ajudar a continuar a transformação. Você precisa de pessoas com uma nova visão e mentalidade”, propõe a escritora. Repense o problema. Talvez, no fim, possa ser usado até como solução.

3 – Senso de urgência

As pessoas inovadoras não só têm coragem para enfrentar as pessoas e sabem repensar os problemas. Elas possuem também um senso apurado de urgência, de fazer as coisas, de fazer nesse exato momento. Mas Ekaterina alerta: senso de urgência não pode ser confundido com fazer tudo às pressas.

Mudanças são difíceis para a maioria pela dificuldade de abrir mão de um legado já construído, não importa quão ultrapassado esteja. A personalidade está conectada à forma antiga de pensar, e ser diferente se torna uma ameaça ao ego. Mas relevância vem com transformação, mesmo que signifique começar tudo do zero.

Post publicado no Portal Administradores pela Redação.

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