Qual é o seu plano?

Qual é o seu plano?

 

Duas pessoas chamaram minha atenção na semana que antecedeu a Páscoa: Primeiro, Richard Branson, proprietário da Virgin, escreveu em sua página em uma rede social que “com um terço de 2014 quase terminado, é um grande momento para você refletir no que realizou neste ano até agora, e no que você pode fazer para alcançar seus objetivos nos meses seguintes…”

A segunda pessoa foi um telespectador do SPTV, que perguntou à comentarista financeira, Mara Luquet, se ele deveria começar a fazer algo para se aposentar, já que trabalhava desde os 14 anos, estava com 49 e nunca havia contribuído para a Previdência.

Difícil imaginar dois indivíduos com pensamentos tão distantes: um sugere que as pessoas avaliem seu desempenho em relação ao planejado, enquanto o outro, aos 49 anos, pergunta se deve fazer algo para se aposentar.

Não ter um plano é um problema para a maioria das pessoas. Sem ele, o indivíduo não tem uma referência para saber se a vida está indo de acordo com o que deseja ou não.

A raiz disso está na crença de que a vida é feita de acasos.

A solução está em desenvolver um plano com equilíbrio entre os desejos e as necessidades, de curto e longo prazo.

É verdade que podemos ser surpreendidos por algo indesejável, como a morte ou a doença de um ente querido. Entretanto, isso não significa que devemos ter tanto medo de que o amanhã não chegue, senão consumiremos todos os nossos recursos hoje. Precisamos saber quais são nossos desejos para o ano em curso e para os anos seguintes. E construir planos para que se realizem.

Comece pelo final. Isto é, quando o plano estiver realizado, o que você terá? Entendo que o mundo faz você pensar em coisas materiais, como casa, carro e smartphones sofisticados, por exemplo. E elas são importantes, é claro. Mas pense no que você terá em termos de realização pessoal, liberdade, inspiração e paz de espírito.

Outro ponto importante é rever o plano o tempo todo. Pois a realidade se transforma a cada dia, e seu plano deve se ajustar a ela, não o contrário. Um plano inflexível terá poucas chances de sucesso e você vai acabar se frustrando. Além disso, a principal função de um plano é você não se ver em uma situação sem saída no futuro. Por isso que é tão preocupante quando as pessoas não pensam que precisam ter renda aos 70, 80 e 90 anos. E, ainda por cima, deixam essa renda nas mãos de um dos piores planejadores que existem: o governo.

Pegue a vida em suas mãos: planeje! Você merece ter a vida que deseja e, portanto, deve refletir com cuidado sobre tudo que quer ter nela, planejar e agir.

Afinal, é difícil imaginar que o mundo estará melhor, se você não estiver melhor conforme a vida passa.

Vamos em frente!

 

Post publicado no Portal Administradores pelo Silvio Celestino.

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