Problema ou oportunidade?

Ao final de uma semana de trabalho, em uma reunião onde falávamos das oportunidades e aprendizados vivenciados na semana, fui surpreendida por um colaborador que fez o seguinte questionamento: “Porque você chama os problemas de oportunidades e aprendizados? Afinal, são problemas e problemas são sempre ruins.” Nesse momento, percebi que eu também já pensei dessa forma e que, certamente, a maioria das pessoas que conheço deve compartilhar dessa visão. 



Acredito que uma das fórmulas do sucesso é passar a entender que os problemas trazidos pelas pessoas podem ser grandes presentes, ou melhor, grandes oportunidades de aprendizado e crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Ter a oportunidade de resolvê-los é aproveitar a chance de mostrar sua competência, seu valor como profissional e, obviamente, ganhar mais dinheiro com isso.



Para a maioria das pessoas, a frase “Temos um problema” é sinônimo de mais trabalho, preocupação e estresse, o que normalmente vem acompanhado de uma dor de cabeça adicional. E o pior é que, pensando dessa forma, você acaba atraindo exatamente isso. Hubert Rampersad já escreveu que os pensamentos têm energia, o que, por sua vez, atrai ainda mais energia, fazendo com que você traga para a sua vida exatamente aquilo que pensa. Buda também disse algo parecido. São os seus pensamentos dominantes encontrando um modo de se manifestar.



Então, um problema pode ser o seu pior pesadelo, mas também pode ser como nuvens que vão e vem e que se dispersam com muita facilidade. O que vai fazer a diferença é a forma como você o enxerga. Cada problema é uma grande oportunidade de mostrar o quanto você é especial. Dentro das empresas, as pessoas que sabem, que gostam e que conseguem resolver os maiores problemas são as que têm os melhores cargos e salários. Estes são verdadeiros mestres em resolver problemas e enfrentar dificuldades. Aliás, esse é um convite que recebem todos os dias e, como recompensa, têm a sua vida em ascensão.




Em todos os momentos, somos convidados a estar dentro ou fora do jogo e cabe a nós decidirmos qual o caminho desejamos seguir. O que vejo, na maioria das vezes, são pessoas reclamando de todas as formas possíveis das mais variadas situações e, quando surge a oportunidade de demonstrarem a sua capacidade frente a uma dificuldade, ficam estressados, perturbados e o único pensamento que conseguem ter é que o problema precisa desaparecer. Estas pessoas acreditam que viver bem é uma rotina sem interferências, estagnada e monótona, e optar por esse caminho é não permitir que a sua vida seja impulsionada a seguir adiante.



Sim, toda vez que você resolve um problema, é como se a sua vida subisse um degrau. Então, o que você prefere? Assistir ao jogo da arquibancada para não correr o risco de ser vaiado em caso de derrota ou, independente do resultado, estar lá, dentro do campo, lutando ombro a ombro com os seus companheiros de batalha?



É a dimensão dos seus problemas que mostra o quanto você cresceu. 

Você está constantemente sendo avaliado, não apenas pelos resultados que entrega, mas principalmente pela sua atitude. Vejo muitas pessoas se desculpando e literalmente tirando o corpo fora diante de uma dificuldade. 



Somos como uma espada e devemos ser forjados no fogo, ou seja, nas situações mais problemáticas. Cada um de nós se torna melhor à medida que resolve as dificuldades. Tornamo-nos mais capazes, mais competentes, melhoramos o controle emocional e a capacidade de agir sob pressão e, como plus, descobrimos novas competências que nem imaginávamos possuir, além dos bons resultados que acabamos colhendo. É nesse momento que o reconhecimento dos outros acontece.



Por isso, adoro problemas. Ou melhor, oportunidades e aprendizados. No fim, eles não são difíceis, mas desafiantes.



E você: que problema vai ajudar a sua empresa a resolver hoje? E que problema pode ajudar outras pessoas a resolver?



Decida se você quer ser especial ou apenas mais um na multidão.

 

Post publicado no Portal Administradores pela Caroline Batistadiretora geral e de planejamento da Penso Ideias.

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Autoconhecimento: o caminho para inteligência emocional

Vivemos momentos de grande pressão, imprevistos, mudanças de rota, riscos e incertezas. E fazemos planos e planejamentos, que mudam muitas vezes por conta de interferências externas ou por conta de reações que temos a acontecimentos do cotidiano.

A chuva fez mudar a rota e atrasar o inicio do trabalho. O transito está monstruoso. O metrô entrou em greve. O mau tempo fechou o aeroporto principal. Alguém faleceu. Seu melhor amigo foi demitido. O pneu do carro furou. Você tem dois compromissos no mesmo horário. Um pedido de casamento. Seu bônus foi cortado. Você está grávida de gêmeos. Seu irmão foi assaltado. Sua esposa recebeu uma proposta para trabalhar em outro país. Seu ex namorado apareceu. Você recebeu duas propostas de emprego. Acordou atrasado. Prendeu o dedo na porta. Seu filho acordou doente. O gato subiu no telhado. Seu time do coração perdeu. É segunda-feira e está todo mundo de mau humor…

O que pode fazer a diferença sobre todos os acontecimentos acima é a escolha sobre como reagir a cada um deles. A escolha é particular e sobre ela temos algum controle. Pode arruinar um dia inteiro ou ser digerida de forma mais leve e inteligente ao gosto do freguês.

Temos muitas vezes a necessidade e o desejo de ter controle sobre as coisas, sobre os fatos e sobre as pessoas com quem lidamos na vida pessoal e profissional e nos esquecemos de olhar para dentro primeiro. Controle é ilusório. A sensação de controle por vezes nos gera conforto e segurança, mas não é real. Cada pessoa age e reage conforme suas crenças, valores e personalidades e são imprevisíveis. O ser humano é complexo. Se começarmos por nós mesmos, talvez seja difícil e uma maratona diária, mas temos chance de adquirir e manter bom nível de autocontrole através do autoconhecimento.

Quanto mais eu me conheço, melhor eu tenho condições de me gerenciar. Este é o primeiro passo da inteligência emocional. Preciso saber por que eu ajo e reajo de forma “a” ou “b” e quais as situações, coisas e perfis de pessoas que me fazem acionar meus gatilhos. O que me gera irritação, stress, descontrole emocional, agressividade, insegurança ou medo. Se eu conheço e avalio os porquês eu tenho melhores condições de escolher agir ou reagir de maneira diferente. Tratam-se de escolhas conscientes que são possíveis através de ferramentas de autoconhecimento.

Processo de coaching é uma das atividades que trabalham e auxiliam bastante nisso. Os profissionais se conhecem melhor e por consequência gerenciam melhor suas emoções e a si mesmos.

Se eu conheço os outros, eu gerencio melhor meu relacionamento com os outros. Este é o segundo passo da inteligência emocional. E uma das características mais disputadas nos profissionais nos dias de hoje. Por melhor que sejam seus resultados, suas habilidades e competências, o relacionamento com as pessoas, o trabalho em equipe e a comunicação são cada vez mais importantes e podem fazer a diferença no mercado de trabalho.

Conhecer melhor os outros facilita o processo de empatia e a possibilidade de trabalhar e desenvolver projetos em conjunto. Quanto mais eu me conheço e me observo, conheço os outros e observo os outros, mais chances eu tenho de criar bons relacionamentos no ambiente pessoal e profissional.

Trabalhamos e convivemos com os mais diferentes tipos de pessoas, sendo que cada um tem a sua história, experiências, criação e conjunto de valores único. Muitas vezes estaremos envolvidos em projetos com pessoas com as quais não temos afinidade ou não somos próximos sob nenhum aspecto e para que o resultado final seja positivo o autoconhecimento e a inteligência emocional devem ser utilizados. Se eu sei como eu funciono e como o outro funciona, eu tenho mais facilidade para ouvir e para atingir o ponto de equilíbrio, evitando assim desperdício de energia, discussões intermináveis, guerra de egos ou braço de força por exemplo.

Convido você a se observar mais e também aos outros, a se conhecer melhor, a ter na cabeça e na ponta da língua quais são suas competências e seus gatilhos. Quanto mais você exercita seu autoconhecimento e o conhecimento dos outros, mais você desenvolve a sua inteligência emocional.

O melhor de si com o melhor da outra parte levam a resultados positivos, fluxo e bons relacionamentos no campo pessoal e profissional.

 

Post publicado no Portal Administradores pela Renata Klingelfus.

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