Televisão: A domesticadora dos pobres

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É com grande alegria que compartilho um excelente artigo do empresário Marcos Rezende falando sobre a televisão e o quanto ela nos torna pobres no mais profundo da palavra. Eu concordo em absolutamente todos os pontos que ele tocou neste texto e espero que ele lhe leve a uma boa reflexão e a trocar a bendita TV por atividades mais prazerosas, como ler um bom livro, assistir a um bom filme, estar com os amigos, fazer uma atividade física, caminhar, namorar, passear com o cachorro etc. etc. A meu ver, há uma infinidade de coisas melhores do que ficar diante da TV e quem sabe hoje você se certifique disso e mude de postura…

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Televisão: por que sua família está cada vez mais pobre com ela- Por Marcos Rezende

Sabia que 67% dos ricos assistem a uma hora ou menos de televisão por dia contra 23% dos pobres?

Que apenas 6% dos ricos assistem a reality shows contra 78% dos pobres?

E que 70% dos ricos consomem menos de 300 calorias de fast-food e bobagens por dia enquanto 97% dos pobres consomem mais de 300 calorias por dia deste tipo de alimentação?

Saber desses fatos é alarmante.

Principalmente quando vivemos em uma sociedade onde a busca pela riqueza é algo “prioritário” para a maioria, mas conquistado por poucos (muito poucos).

Provavelmente você está lendo este artigo porque tem interesse em ficar rico ou mais rico, mas principalmente tem o interesse de saber como a televisão contribui com a tomada da maioria das suas decisões de compra.

Se você parar um instante para analisar o que um ser humano realmente precisa, perceberá em poucos minutos que nós precisamos apenas de saneamento básico, água potável, comida, roupas e abrigo. Só.

O problema é que esse “Só” é ruim para a economia e para o progresso tecnológico da humanidade.

A maioria das nossas decisões de compra não está baseada na satisfação das nossas necessidades mais básicas, mas no desejo de satisfazer nossas vontades, geralmente fundamentadas no senso comum do meio onde vivemos.

“Há apenas um tipo de comunidade que pensa mais em dinheiro do que os ricos: os pobres.” ~ Oscar Wilde

O que é pobreza?

Não existe melhor conceito de pobreza que o seguinte:

“Pobre é quem compra o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que não é.”

Pobre é aquele que se perde do seu próprio caminho porque tenta parecer aquilo que não é. Sua autoestima é definida pela avaliação que os outros fazem dele e por isso suas decisões de compra e de investimento são, na maioria das vezes, baseadas na satisfação dos seus desejos mais imediatos, mesmo que isto comprometa o seu futuro.

Você deve conhecer alguém que apesar de morar em uma casa mal acabada possui roupas, eletrônicos e eletrodomésticos caros. Assim como também deve conhecer alguém que mora em uma casa linda, mas que vive pendurado no cartão de crédito ou devendo uma conta de água, luz ou condomínio.

Riqueza está mais para um conceito de harmonia em se comprometer com aquilo que pode pagar do que com o acúmulo de riqueza em si.

Conheci e conheço muitas pessoas que não ganham rios de dinheiro todos os meses, mas que vivem bem e felizes consumindo menos do que ganham, enquanto também conheço pessoas que vivem mal e amarguradas porque consomem mais do que ganham todos os meses. São as famosas pagadoras de contas.

Se de um lado temos pessoas que sabem até onde suas mãos alcançam, de outro vemos pessoas com a necessidade de demonstrar mesmo que temporariamente que podem alcançar mais do que a realidade lhes permite.

“Nada agrava mais a pobreza, que a mania de querer parecer rico.” ~ Marquês de Maricá

A importância dos pobres para a economia

Segundo dados de agosto de 2013 da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o Brasil pode ser divido nos seguintes grupos de renda:

* Extremamente pobres, com renda familiar de até R$ 324
* Pobres, mas não extremamente pobres, com renda familiar de até R$ 648
* Vulnerável, com renda familiar até R$ 1.164
* Baixa classe média, com renda familiar até R$ 1.764
* Média classe média, com renda familiar até R$ 2.564
* Alta classe média, com renda familiar até R$ 4.076
* Baixa classe alta, com renda familiar até Até R$ 9.920
* Alta classe alta, com renda acima de R$ 9.920

O extremamente pobre, o pobre e o vulnerável não têm grande importância para a economia porque suas atenções estão totalmente voltadas para a satisfação das suas necessidades mais básicas.

Eles precisam de água, comida, roupa e abrigo e não tem tempo e tampouco dinheiro para consumir algo que desejem fora deste escopo principal, apesar de sentirem inclinação para isto na medida que cultivam o desejo pelos bens daqueles que estão nos grupos sociais logo acima deles.

Quem sustenta mesmo a sociedade é a classe média.

Não querendo regredir na escala social para os grupos de onde conseguiu sair, a classe média busca se manter na posição que conquistou, escalando, mesmo que virtualmente, seu padrão de vida para o dos grupos sociais acima através de um artifício econômico chamado empréstimo.

É através do empréstimo que o pobre da classe média consegue obter no presente aquilo que só seria possível obter no futuro, mesmo que isso venha a corroer com juros seus rendimentos. Afinal, é melhor parecer que tem do que mostrar aquilo que pode ter. É aí que a mágica da televisão acontece.

“A televisão matou a janela.” ~ Nelson Rodrigues

Entendendo o modelo de negócios da televisão

A televisão vive do dinheiro pago pelos anunciantes para divulgarem seus produtos para o maior número de pessoas. Baseado no grau de sucesso de um anúncio em determinada programação, o anunciante volta a comprar espaço para anunciar e a televisão mantém sua grade de programação no ar.

Logo, a televisão trabalha principalmente para entregar resultados para seus anunciantes. Assim, o canal de televisão que tenha a grade de programação que leve mais resultado para seus anunciantes, vence a concorrência com os outros canais.

Como a melhor propaganda não deve ser reconhecida como propaganda, os canais de televisão criam uma programação que entretém o telespectador para deixá-lo mais suscetível a absorver o anúncio de uma determinada marca. Dando, dessa forma, melhores resultados para seus anunciantes.

A televisão não está preocupada com o telespectador. Seu foco é na audiência e no resultado que gera para seus anunciantes.

Tanto, que no último dia 23 foram anunciadas mudanças na programação do Caldeirão (Rede Globo) pelo apresentador Luciano Huck porque o programa teve queda de audiência. Luciano, que também é garoto propaganda das marcas Coca-Cola, Pfizer, P&G, Itaú e Tim, se viu obrigado a realizar mudanças porque justamente não estava levando os melhores resultados para seus anunciantes.

Nada de errado nisso. Faz parte do business dos caras.

O importante dessa história, é você notar que a mudança na programação não ocorreu por causa de uma pesquisa de opinião com o público, mas por causa de uma perda na performance do programa para com seus anunciantes.

“As pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro.” ~ Steve Jobs

Televisão: domesticadora de pobres

A situação só piora quando ligamos o tema da televisão com a educação dos nossos filhos.

O cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado e se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro da criança vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola.

Assimilando o que passa na televisão, nossos filhos estarão sendo domesticados a compreender o mundo através dos valores divulgados para a massa, pois como já falamos, o modelo de negócios da televisão consiste em divulgar uma mensagem para o maior número de pessoas da mesma forma.

Se os nossos filhos estão recebendo a mesma mensagem que várias outras crianças criadas de formas diferentes da qual criamos nossos filhos, que mensagem você acredita que eles estão recebendo? Provavelmente uma mensagem que os deixem mais inclinados a consumir já que este é o ofício da televisão.

Até mesmo dentro dos filmes são enviadas mensagens subliminares de consumo. Basta você parar por um instante para observar um filme ou qualquer outra programação “infantil” que o seu filho esteja assistindo, para verificar que nas entrelinhas ou nos comerciais alguma coisa o está treinando para o consumo.

Como se libertar?

Assim como eu trouxe dados estatísticas no início do artigo para comprovar a minha tese de que a televisão contribui para a manutenção da pobreza de um modo geral, quero lhe alertar que mais de 85% dos milionários chegaram lá por conta própria.

A maioria dos milionários não nasceu em berço de ouro e tampouco teve pais que tivessem uma mentalidade rica.

Um exemplo bem atual disso é o do Flávio Augusto, fundador da escola de idiomas WiseUp vendida ano passado para o grupo Abril e recém-proprietário de um time de futebol nos Estados Unidos, o Orlando City Soccer.

Flávio viveu sua infância e juventude em um bairro classe média baixa da periferia do Rio de Janeiro, onde enfrentou toda a sorte de dificuldades para conseguir construir seu atual império.

Tenho certeza que Flávio utilizou a maior parte do seu tempo para empreender e ter experiências à frente dos seus negócio, dedicando muito pouco do seu tempo em frente à televisão.

Já fazem alguns anos que a televisão daqui de casa vive desligada e que a operadora de telefonia se surpreende sempre que negamos sua oferta de um pacote combo de televisão, internet e telefone. O horário que antes seria investido em frente à telinha, passou a ser dedicado as coisas comuns da vida como fazer as refeições em família, conversar, ler livro ou simplesmente não fazer nada.

O tempo é o ativo mais precioso que temos em nossas vidas. Perceba que apesar de podermos vendê-lo, nunca podemos comprá-lo de volta.

Se existe algo que torna todos os seres humanos iguais, este algo é o tempo. O que define o tipo de vida que nós teremos no futuro é o que fazemos com o nosso tempo no presente.

Saber investir esse tempo em coisas realmente úteis para o nosso crescimento é tarefa primordial para o melhor desenvolvimento humano. Pois ocupando-nos com bobagens que só nos distraem, tiramos a atenção daquilo que deveria estar sendo percebido por nós: nosso desenvolvimento.

Imagino que você não queira ser mais um escravo do sistema, preso aos valores impostos por ele. Assim como imagino que você também não queira que seus filhos tenham uma vida pobre, cheia de sacrifícios. Está na hora de você se libertar, desligar a televisão e dar mais atenção aos acontecimentos da sua vida que não tem replay.

Site: http://www.insistimento.com.br/televisao-causa-pobreza/

 

 

Post publicado no blog Para além do agora pelo Isaias Costa.

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10 regras sobre busca por emprego que precisam ser quebradas

 

Somos treinados para nos transformarmos em objetos moldados, para sermos quem os empregadores quiserem que sejamos. Somos encorajados a interpretar um papel, na esperança de que o entrevistador se apaixone por nós. Mas, na prática, as coisas podem não funcionar assim.

Em um artigo para a Forbes, a escritora Liz Ryan fala sobre o processo de busca de emprego. Segundo ela, se as pessoas não entendem você, elas não o merecem. “Melhor deixar as pessoas verem quem você é o mais cedo possível, certo? Pessoas que procuram emprego são sempre pegas de surpresa ao saberem que honestidade não os trará mal numa busca por emprego. Se seus recrutadores têm pelo menos um pouco de autoestima e confiança, sua honestidade irá ajudá-lo. Você quer mesmo trabalhar para alguém que tem tanto medo que não consegue lidar com uma dose de honestidade?”, afirma Ryan.

Toda empresa tem seus problemas e precisa de pessoas para resolvê-los. Se você pode melhorar o local onde será contratado sendo você mesmo, por que se rebaixar e se adequar a um modelo no qual não se encaixa?

Liz dá 10 regras básicas para serem quebradas quando se está procurando emprego. Aqui estão elas:

1 – Seguir o processo pré-definido

O processo de recrutamento está quebrado. “Buracos negros são demais no espaço, mas horríveis numa busca por emprego. Várias pessoas têm dificuldade em sair do molde de quem está procurando empregos e, se conseguirem, serão imbatíveis”, afirma Liz.

Desde criança, somos programados para fazermos o que nos mandam. Os “buracos negros”, como a escritora chama esse molde antiquado de procura, vão destruir seu currículo e transformá-lo em algo que você não é.

2 – Entregue seu currículo a um conhecido na empresa

A procura de um emprego, como qualquer campanha publicitária, faz uso de meios reprodutores. “Seu amigo dentro da empresa pode ser um grande meio para sua procura de emprego, ou um horrível, pois tudo tem a ver com a pergunta: ‘Quanto seu amigo conhece o chefe dele?’ Se ele conhece bem, você está com sorte. Senão, seu amigo, ao carregar seu currículo, só o estará jogando no mesmo buraco negro que você está tentando evitar”, aconselha Liz Ryan.

Escolha o meio mais forte para ser a ponte entre você e seu emprego: pode ser um amigo em comum, uma abordagem direta ou uma empresa tercerizada. Não vá pensando que seu amigo dentro da companhia é sempre o melhor caminho.

3 – Usar o estilo tradicional de currículo

“Você não é um zumbi, você é um ser humano pronto para ação. Por isso, não se deixe levar usando linguagem de zumbi no seu currículo”, conta Liz.

Você pode fazer um currículo que parece com você e que vai deixar o empregador com uma impressão melhor de você. Esqueça aquele estilo velho e ultrapassado e foque no novo e no diferente.

4 – Mostre que você é o que a empresa está procurando

Esqueça o modelo “tedioso e iludido” de especificações que a empresa dá e foque em como você pode melhorá-la. “Você sabe que as especificações escritas para um trabalho têm tanto em comum com o trabalho de verdade quanto eu tenho algo em comum com Genghis Khan”, ironiza Ryan.

5 – Gaste toda sua energia tentando empregos na internet

“Se você quer destruir sua energia nas duas primeiras semanas da busca pelo emprego, passe todo seu tempo pesquisando na internet por vagas”, afirma Ryan. Isso irá fazer você jogar seu currículo nos empregos “buraco negro”, enquanto espera que alguém do outro lado mande alguma resposta. “É melhor você juntar uma pilha de cópias do seu currículo e sair dirigindo pela cidade jogando-os pela janela aberta. Nesse caso, um dos seus currículos podem cair no colo de algum gerente para lhe oferecer vaga por sorte”, complementa.

Se você quer um trabalho em vez de uma atividade para matar o tempo que você tem durante o dia, fique longe do buraco negro e tome um papel mais ativo na sua busca. Divida o processo de procurar emprego em três partes iguais: uma parte do seu tempo disponível e energia irão para classificados na internet, um terço desse tempo e energia serão usados para você ir atrás de provavéis empresas, estejam elas contratando ou não, e o último pedaço irá para sua busca através dos seus contatos.

6 – Procure seus contatos só quando precisar

O tempo que você passar em contato com sua rede de amizades procurando emprego, não é apenas uma busca por vagas para se candidatar. É uma ferramenta para elevar suas energias e suas habilidades. Use seu tempo se relacionando com sua rede de contatos, para ajudar seus amigos com quaisquer problemas que eles estejam lidando e para conseguir o suporte moral deles em retorno.

“Quando as pessoas recebem propostas de emprego inesperadas através de seus contatos, e isso acontece todos os dias, é porque elas focaram na relação e não nos benefícios que essa pessoa pode trazer para ela”, afirma Liz.

7 – Dê todos os detalhes sobre seus últimos salários

“Você está pronto para trabalhar para pessoas que não confiam em você?”, questiona Ryan. Se seu empregador quiser verificar todo salário que você ganhou, a relação não estará começando bem. Mantenha seu histórico salarial para você mesmo.

8 – Faça tudo que o empregador mandar

“Nenhum empregador vai amar você mais do que ele ama antes de fazer uma oferta de emprego. Então não seja um capacho na sua busca”, afirma a escritora. Não tente passar pelos cacos de vidro que eles colocarem em seu caminho, pois caso você pareça ser o candidato mais dócil, não espere que ele veja seu valor estratégico durante a entrevista.

9 – Não mencione salário, deixe o empregador falar sobre o assunto

“Muitas vezes somos pegos com o ensinamento de não mencionar-mos a questão salarial primeiro, deixe o empregador falar. ‘Quem falar primeiro, perde’, parece ser a regra exigente”, diz Liz. Lembre-se, é sua obrigação mostrar a eles o quanto você vale durante o processo de entrevista.

10 – Faça o que for preciso para conseguir o cargo

“Quando você concorda em fazer algo para conseguir um emprego, você está fazendo um pacto com o diabo. Por mais que você esteja tentado a morder seus lábios quando estiver frustrado com o processo de contratação, não o faça”, afirma Ryan. Se você tiver que pegar um emprego apenas para sobreviver e pagar as contas, pegue. Mas não troque sua integridade por um pagamento de pessoas que nem percebem ou valorizam o quanto você realmente vale.

Lembre-se: só as empresas que entendem você lhe merecem. Quanto mais rápido você disser “não, obrigado” para as oportunidades erradas, mais rápido as oportunidades certas chegarão até você.

Não seja passivo numa entrevista de emprego. Transforme-a numa conversa humana.

 

Post publicado no Portal Administradores pela Redação.

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