Reclamar é fácil, contribuir é mais complicado

Reclamar é fácil, contribuir é mais complicado

Já há muito tempo enfrentamos diversos problemas sociais, escolas sucateadas, hospitais com problemas de atendimento e falta de recursos, o caos no transporte público, moradias irregulares e em áreas de risco, entre tantos outros problemas. Em reunião de amigos, jogos de futebol, no trem lotado, na fila do metrô, seja onde for as discussões sempre acabam nesses temas. Atualmente o foco é a Copa do mundo e o desperdício do dinheiro público, investimentos equivocados, desvio de verbas, corrupção, contratos irregulares, um círculo vicioso.

Toda essa realidade é notada, vivida e sentida diariamente, pegamos trens ou metrôs lotados por falta de transporte público adequado, enfrentamos congestionamentos com recordes sendo quebrados sempre, a saúde pública não suporta a demanda pública, temos convênios médicos, os quais sempre são contestados e possuem inúmeras reclamações, a falta de moradia leva pessoas a procurarem áreas de risco ou de mananciais, as escolas públicas já não preparam alunos para o ensino superior ou o mercado de trabalho. Nada de novo, uma situação leva a outra e assim por diante, enchentes são resultados de alguns desses problemas, urbanização inadequada e segregada também, desnutrição, desequilíbrio de ocupação geográfica e tantos outros problemas são sequelas dos problemas diários da sociedade.

Mas o que fazemos para mudar tal situação, ao escolhermos representantes nos preocupamos com seu passado, ou ao menos sabemos ou fiscalizamos seu trabalho, na maioria das vezes não. Você lembra em quem votou na última eleição, quais suas ideias e projetos teóricos e práticos?

Qual a última vez que participamos de um trabalho voluntário, mesmo em áreas cujo dever é do estado. A recuperação de uma escola, seja com trabalho braçal ou intelectual, quando usamos nossas habilidades para fazer a diferença, quando visitamos uma creche ou asilo, quando socializamos nossos conhecimentos e habilidades, poucas ou nenhuma  vez.

Reclamamos muito, mas nos falta sinergia, ou quem sabe liderança adequada para fazermos a diferença. Devemos escolher nossos representantes e exigir profissionalismo e ética, devemos cobrar resultados, devemos participar, devemos mostrar que nossa arma é a cidadania. Devemos ser cidadãos na essência da palavra, sermos plenos, atores principais e não meros coadjuvantes, podemos e devemos fazer a história. Portanto reveja seus conceitos, fale menos e contribua mais para a mudança e lutar por uma sociedade mais democrática.

 

Post publicado no Portal Administradores pelo Noel Pereira.

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