Faça sua empresa trabalhar por você

Empresário, você tem um negócio ou um emprego? Ter uma pequena empresa é o sonho de 44% dos brasileiros, segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, contra 20% que desejam seguir carreira em uma grande empresa. As pessoas pensam em como será bom tomar suas próprias decisões, fazer seus horários e conseguir mais tempo livre com a família. Os novos empresários buscam qualidade de vida, mas muitas vezes acontece justamente o contrário.

Todo mundo conhece algum proprietário de empresa que é sempre o primeiro a chegar e o último a sair. Perde fins de semana e feriados em prol do seu negócio, trabalha mais do que qualquer outra pessoa na sua empresa. Mas será que isso vale a pena? O sucesso profissional é importante, mas é preciso conciliar esta realização com uma vida equilibrada, que permita passar tempo com a família e os amigos. É possível ser bem sucedido profissionalmente e ainda ter tempo para outras atividades?

Como business coach posso garantir que sim, é possível. Mas não é fácil. Como tudo na vida, é preciso se dedicar para promover uma mudança real no seu negócio. A maioria dos pequenos e médios empresários já entende a importância de investir na sua empresa. Um balanço da Desenvolve SP, por exemplo, mostra que os empresários paulistas financiaram 51% a mais em 2013 do que no ano anterior. Investimentos em produção, espaço físico e logística são sempre bem-vindos, mas nada é realmente efetivo se não existe um investimento no centro da empresa: a gestão.

Saber gerir uma empresa implica também em saber coordenar o seu próprio tempo. Um empresário que tenha uma vida equilibrada conseguirá trabalhar com muito mais qualidade e produtividade. E, obviamente, isso acarreta mais lucro. Para saber se esta é a sua situação, pense na gestão da sua empresa e responda a questão do início da nossa conversa: você tem um negócio ou um emprego? Ter um negócio é trabalhar duro, mas ser dono dos seus horários e conseguir fazer sua empresa funcionar mesmo sem a sua supervisão constante. Ou ter um “negócio emprego” é precisar pensar em todos os detalhes constantemente e trabalhar mais do que todos os seus funcionários. Em qual situação você está?

Para mudar este quadro é preciso avaliar cinco pontos essenciais: vendas; marketing e propaganda; capacitação profissional e recrutamento de colaboradores; automatização de sistemas; e relacionamento com o cliente. Cada negócio apresenta um ponto fraco diferente, que precisa ser cuidadosamente trabalhado. Acredito que uma observação franca de como anda a gestão do seu negócio seja o ponto inicial da mudança, pois as empresas são reflexos da personalidade de seu proprietário.

Saber todos os índices de sua empresa é essencial em qualquer negócio. Todo dono precisar saber se as vendas estão melhorando ou piorando e, principalmente, saber o motivo desta variação. Talvez o que esteja faltando seja justamente um bom plano de marketing, pois de nada adianta ter o melhor produto da região se ninguém conhece e indica a sua empresa. Estes pontos caminham juntos.

Ter uma equipe de confiança também é essencial. Por isso é preciso prestar atenção em especial às políticas de contratação e capacitação de funcionários. Hoje os colaboradores não querem simplesmente seguir ordens, eles desejam ser eficientes e se sentirem parte do sucesso da empresa. Trabalhe sempre com profissionais de qualidade, ouça suas opiniões, dê feedback e parabenize os seus sucessos. As empresas são formadas também pelos seus funcionários.

Em relação à gestão da empresa, e qualidade de vida do seu proprietário, dois itens merecem atenção: a automatização de processos e a melhoria na gestão do tempo do empresário. A maioria das empresas realiza as mesmas ações para diferentes clientes, fazendo tarefas muito parecidas todos os dias. Se for desenvolvida uma cultura na empresa que automatize esses processos, deixando-os a prova de falhas, ganha-se tempo e, consequentemente, dinheiro. O sistema funciona de forma harmoniosa e não existem surpresas. Nem todos os processos de um negócio podem ser automatizados, mas toda empresa apresenta ações que podem passar por este processo.

O tempo é o bem mais precioso que uma pessoa tem. Mais do que o lucro, ter tempo para comandar um negócio de sucesso e ainda conseguir jantar com a família, sair com os amigos, ou ter um hobby é o verdadeiro sucesso profissional. Se você ainda não conseguiu atingir este patamar na sua carreira, fique tranquilo e entre em ação. Nunca é tarde para começar, e esta mudança depende principalmente da sua força de vontade e dedicação.

 

Post publicado no Portal Administradores pelo Alejandro De Gyves.

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Dez passos para a abertura de uma empresa na conjuntura econômica atual

Empreender é estar disposto a trabalhar para dar vida a um sonho, realizar um desejo em algo concreto. A maioria das pessoas tem um sonho, pensa em realizar algo que lhe proporcione crescimento pessoal e profissional, independência social e financeira. Surge, então, a ideia “vou abrir uma empresa”. De uma forma ou de outra, as pessoas associam a abertura de uma empresa com esse sentimento, não observando que “abrir uma empresa” pode ser a consequência de quem cumpriu um caminho cuidadoso até a tão esperada realização do negócio sonhado.

Para ilustrar de forma mais prática, listamos abaixo os “dez passos para quem quer abrir uma empresa”. Quais são eles?

1 – A oportunidade

A busca de uma oportunidade é tarefa para se realizar no dia a dia.
Basta ter um pouco de espírito empreendedor. As oportunidades estão a nossa volta e brotando da nossa imaginação, seja no fornecimento de um produto ou serviço, que não precisa ser algo inédito, basta que seja feito com mais eficiência, resultando em um diferencial positivo no mercado.

2 – A identificação de sócio/parceiro ou não!

A maioria das empresas que visa crescimento em longo prazo precisa de dois sócios. Este sócio pode ser muito indispensável técnica e comercialmente, ou seja, uma necessidade empresarial, ou pode ser meramente para cumprimento legal, e muitas vezes se escolhe o pai ou mãe, ou alguém preferencialmente não tenha herdeiros, pois podem herdar desta pessoa a parte da empresa e criarem uma enorme dor de cabeça.

No caso do sócio necessário, não bastam contratos, acordos, ou seja, tudo aquilo que os advogados recomendam, mas que no fundo não garantem nem norteiam aquilo que chamamos da “relação social frente ao empreendimento”. O contrato social da empresa, por melhor escrito não garante a relação dos sócios à frente da empresa, e muitas vezes, por motivos mínimos de desavença, pode se ter até uma dissolução da sociedade.

A melhor definição é que química é fundamental entre os sócios. Lembrar que ao decidir-se por uma sociedade, ambos estão no mesmo barco, em qualquer situação. Lembrar que “não adianta estar na primeira classe do Titanic”.

3 – O dimensionamento do Mercado

Aqui começa o trabalho de fato. É claro que se tem, a priori, uma ideia do tamanho do mercado. O dimensionamento do mercado implica em consultas a consumidores ativos, que podem e devem começar dentro da nossa própria sociedade e até convívio familiar. Se for possível, faça consultas mais seletivas e nunca se esqueça do 4º. passo.

4 – Ouça

Escute, escute, escute muito. Nesta fase, toda a informação é relevante. Não tente convencer alguém ou algo que tome mais de 25 segundos de explicação. Se o entrevistado não entendeu, mude a forma de explicar ou o próprio Produto/Serviço. Quem manda – sempre – é o mercado. Não faça com que seu sonho distorça melhor visão possível que se possa ter do mercado.
Identifique potenciais consumidores que possam ser tratados de forma mais personalizada, e que possam ser “distribuidores” da sua ideia/ produto/serviço. Identifique sua fatia de mercado, de forma realista, e um valor médio de faturamento mensal esperado.

5 – O planejamento do dimensionamento

O dimensionamento não pode comprometer os custos da operação. É preferível começar o menor possível, para se ter sempre a “casa cheia”. Aqui vale a história do ônibus escolar. Se temos 20 alunos para transportar, vamos comprar um ônibus de 25 lugares, ou seja, apenas o limite superior. Se ele andar sempre cheio, em breve, teremos dinheiro para trocar por um maior, ou comprar outro.

Escritórios virtuais podem ser a melhor opção nesta fase, pois tem baixo custo operacional e podem evitar o custo de secretárias e estrutura física para o startup. É preferível comprar um serviço freelancer, em alguns casos, se isso evitar uma contratação quando ainda não se tem um caixa seguro para assumir essa responsabilidade.

6 – O planejamento do custo do produto/serviço

Com o dimensionamento da fatia de mercado, e a partir do dimensionamento do negócio, é possível estabelecer o custo do produto. Ter uma ideia de volume e, a partir daí, amortizar os custos. É interessante almejar sempre um lucro de aproximadamente 25% após todos os custos operacionais e de impostos.

7 – O estabelecimento da marca e home page

A propaganda, site de busca, home page, mídias sociais e comunicação, se for o caso, devem ser definidas nesta hora, pois o que não está na internet “não existe”. Esses custos básicos e principais de propaganda são definidos nessa hora.

8 – O planejamento do preço de venda

O preço de venda, na realidade, vai determinar o próximo passo. Se o preço de venda praticado no mercado, compatível com o produto e seus diferenciai, é quem vai dizer se é possível considerar os 25% após impostos. Se não for, é indicado revisar o processo. Uma boa marca e linguagem visual modernas são fundamentais e são definidas também nesse oitavo passo.

O processo depende também do tipo de produto e serviços e a incidência de impostos. Mais do que isso, alguns produtos de utilidade pública e outros estratégicos para determinada cidade podem ter isenções de impostos e taxas significativos. Esse pode ser um aspecto muito importante e tem que ser investigado de acordo com o perfil de cada business.

9 – A confirmação da relação social

Aqui é possível saber com mais propriedade se a relação dos sócios é saudável, pois se transcorreu por uma série de fatos e muitos assuntos foram discutidos. A maior causa de dissoluções de empresas é por não se ter uma ideia conjunta dos tropeços e dificuldades de se montar um negócio. Seguir este roteiro dos dez passos pode ajudar a identificar se os sócios têm interesses e opiniões comuns e terão como alcançar o sucesso juntos.

10 – A abertura em si da empresa

Aqui é a fase de consultas sobre o tipo de empresa que se tem em mente. Torna-se necessário contratar um contador experiente para abrir a empresa. Se já tem um escritório virtual em mente, vale lembrar que muitos deles têm contabilidade e prestam assessoria nesta área.

Podemos concluir que montar uma empresa é consequência de um processo. Um caminho longo que tem início em um sonho, que motivará uma série de ações responsáveis por conduzir o imaginário ao concreto, com chances de que realmente se tenha um negócio, próspero e em condições de buscar a perenidade.

 

Post publicado no Portal Administradores pela Mari Gradilone.

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