Criatividade: não há problema sem solução

Criatividade: não há problema sem solução

O uso da criatividade não se limita apenas às áreas como artes plásticas, design e publicidade, nem mesmo é uma qualidade de poucos. É importante lembrar que é da natureza do homem ser criativo: criar, modificar, inventar, solucionar, melhorar. Seja um homem, uma empresa ou uma civilização, todos buscam uma maior produtividade, redução de custos e qualidade de vida. Queremos cada vez mais comodidade: no transporte, na comunicação, no trabalho, em casa, no lazer.

A busca pela comodidade faz o homem inventar, logo podemos concluir que a preguiça pode ser um grande motivador. Uma mente preguiçosa inventa, resolve problemas, de certa forma melhora o mundo ao seu redor. Porém o mundo dela pode ser muito pequeno e limitador. Quando a mesa está bamba, por exemplo, a mente que tem preguiça de pensar utiliza qualquer coisa para calçá-la. Ela poderia encontrar outras soluções, mas esta é a triste característica desta mente: ela se apega a sua primeira solução e freqüentemente não busca outras.

Já uma mente criativa habita pessoas pró-ativas, curiosas e que se animam ao buscar conhecimento. São mentes que resolvem problemas com originalidade e eficácia. Uma mente criativa entende metáforas, ironias, percebe nuances e abusa do humor – sarcástico, amável, simpático, malévolo, que seja! Esta mente percebe problemas onde os outros não vêem – é uma mente inquieta, observadora, curiosa, ousada – que sabe que pode fazer melhor, é motivada e questionadora.

Se observarmos bem, as crianças são assim: com energia, inquietas, observadoras, curiosas perguntam tudo e sobre tudo; e são ousadas nas suas respostas. Elas correm riscos; descobrir tudo que há no mundo é sua grande motivação e elas não se preocupam com a opinião alheia.

Mas as crianças crescem, sofrem influências culturais, sociais, familiares, escolares e aos poucos, dia após dia, vão matando dentro delas essas características importantíssimas e criando em si seus próprios bloqueios criativos. As características inatas do homem – e que tinham tudo para serem aprimoradas e potencializadas – vão sendo apagadas e esquecidas! É necessário então recuperar, restaurar, readaptar e reutilizar seu próprio potencial criativo.

Já dizia Picasso: o inimigo da criatividade é o bom senso. Ao longo da vida é importante encontrar o equilíbrio entre o racional e o lúdico. Utilizar adequadamente o lado esquerdo e direito do cérebro. Mas já somos adultos e vendo a pirâmide de Maslow, nos perguntamos como é possível ser criativo com tantas necessidades, preocupações e tensões. É preciso ter vontade e estar com a mente aberta, pois para ultrapassar preocupações e problemas a criatividade será muito bem vinda.

Existem vários tipos de problemas: os que nos afetam totalmente, os que nos afetam parcialmente e os que não nos afetam de maneira tão perceptiva.

Para a filosofia, problema é qualquer situação que inclua a possibilidade de alternativas, logo não há problema sem solução.

Normalmente tomamos atitudes somente quando enfrentamos problemas que nos afetam totalmente. E isso tudo depende do quanto somos responsáveis por algo, depende da nossa motivação e importância que damos a isto.

Ao nos depararmos com qualquer tipo de problema, podemos agir de diferentes formas: com indignação, com histeria, com irritabilidade, com desânimo, com frieza, com interesse, enfim, os tipos de atitudes são muitos.

Infelizmente não teremos as melhores ideias, sempre que necessário. Precisamos ter uma postura criativa no dia-a-dia. É necessário olhar ao redor de uma forma mais crítica, observar, indagar, contestar, questionar. Precisamos melhorar a nossa vida, o ambiente onde vivemos e tudo que nos cerca. E para conseguir isso é imprescindível identificar os problemas, analisar as hipóteses, testar soluções e iniciar as mudanças.

Se não nos vemos responsáveis por resolver problemas mais amplos, seja na nossa família, na empresa em que trabalhamos ou da comunidade onde vivemos; se culpamos os outros por tudo que acontece em nossas vidas ou ainda se somos totalmente conformados com tudo; então provavelmente não temos uma postura inventiva, crítica e questionadora.

A questão é: quem levantará as alternativas? E mais: Quem irá testá-las? Correr riscos? Quem terá iniciativa? Quem dará uma solução?

Com certeza, independente de ser muito ou pouco criativo, há momentos em que somos os únicos responsáveis por encontrar uma solução, dar uma ideia, resolver um problema. É o momento de querer fazer a diferença, de fazer acontecer, de não esperar e não culpar ninguém. É o momento de ser criativo.

 

Post publicado no Portal Administradores pela Gabriela Linhar.

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