Talentos humanos

Talentos humanos

Na época de Henry Ford e de outros representantes da administração clássica, as pessoas que trabalhavam nas empresas eram conhecidas como “funcionários”, com as mudanças tecnológicas e a evolução das relações humanas passaram a ser denominados “colaboradores”. Hoje com a concorrência acirrada as empresas procuram “talentos humanos” para compor seu quadro funcional e obter produtividade crescente, mas o que são talentos humanos?

Segundo Chiavenato (2004, P. 54 apud CARDOSO, 2012, p. 44-45) talentos são pessoas dotadas de competências, ou seja, são pessoas que possuem conhecimento, habilidades, julgamento, e atitudes “que são constantemente reforçados, atualizados e recompensados. Contudo, não se pode abordar o talento isoladamente como um sistema fechado. Sozinho ele não vai longe, pois precisa existir e coexistir dentro de um contexto que lhe permita liberdade, autonomia e retaguarda para poder se expandir”.

As pessoas que querem se tornar talentos humanos precisam obter conhecimento através da educação de nível superior, cursos complementares, palestras, entre outros, ou seja, devem adquirir, assimilar, e compartilhar conhecimentos técnicos em relação à determinada área de atuação. Em seguida precisam colocar em prática estes conhecimentos (habilidade), ou seja, ter experiência na área de atuação, pois de nada adianta saber se você não sabe como fazer na prática. Estas duas características formam as competências técnicas de um individuo (CHIAVENATO, 2004 apud CARDOSO, 2012).

Também é preciso saber analisar (julgamento) as situações de maneira sistêmica, para saber a melhor forma de colocar seu conhecimento a favor de algo, utilizando seu espírito crítico para julgar os fatos, dados e informações coletadas. E por fim, a principal característica que a pessoa precisa possuir, a atitude, ou seja, ter motivação para colocar em prática seus conhecimentos técnicos. Estas duas últimas características formam as competências comportamentais (CHIAVENATO, 2004 apud CARDOSO, 2012).

E as empresas que pretendem captar e reter estes talentos humanos precisam investir mais em treinamentos, programas de benefícios, plano de carreira, remuneração estratégica, melhorias das condições de trabalho, programas de qualidade de vida, pesquisas de clima organizacional, entre outras estratégias, pois segundo Luz (2003), para que os colaboradores prestem um bom serviço é preciso saber fazer, poder fazer e querer fazer, o primeiro está ligado aos conhecimentos e habilidades adquiridos em treinamentos, o segundo é uma questão de poder usar os recursos necessários para a execução do trabalho, mas o terceiro depende da motivação do colaborador, ou seja, não adianta o colaborador saber fazer e poder fazer se ele não tem vontade de fazer.

Fontes:

CARDOSO, Marilicy Maia Guerra. Gestão de competências. Maringá: NEAD Unicesumar, 2012, p. 44-45.

LUZ, Ricardo. Gestão de clima organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003, p. 10-37, 140.

 

Post publicado no Portal Administradores pela Marcia Mantovani.

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