Atuando em projetos sociais para crescer

Atuando em projetos sociais para crescer

Arquivo pessoal
De acordo com a professora de Administração da Insper, Andrea Minardi, “Rafael demonstrou criatividade, capacidade empreendedora e de liderança, consciência social e persistência nos projetos”.

Uma boa maneira de crescer profissionalmente é atuando em projetos sociais. E não é apenas por representar mais algumas linhas no currículo. Essa é uma demonstração prática de que você se importa com outras pessoas (próximas ou não), revela o caráter pessoal e moral, além do desapego ao individualismo e do interesse em buscar desafios – atributos relevantes aos olhos de qualquer empregador.

Um exemplo vivo disso é o administrador Rafael Falcioni. Formado em junho de 2011 pelo Insper (SP), ele teve a oportunidade de realizar um intercâmbio na W.P.Carey School of Business, no Arizona, Estados Unidos. De volta ao Brasil, Rafael presidiu o Students of Free Enterprise (SIFE) nacional, espécie de rede social mundial que abrange iniciativas de negócios sociais oriundas das universidades.

“Trabalhei em um projeto com mulheres artesãs. Selecionamos as técnicas mais rentáveis e criamos um kit para ser vendido para restaurantes, que logo será disponibilizado no mercado”, explica. Outro projeto que ainda está sendo desenvolvido pelo SIFE é o Doando Vida, site que irá conectar doadores e receptores de sangue.

Como você se interessou pelo desenvolvimento de soluções para áreas sociais?

Destaco três etapas fundamentais para entender esse interesse: 

– Social: Tive a oportunidade de ajudar uma amiga em um projeto social com crianças. Fiquei feliz em ver que o pouco que eu sabia sobre outros países, gastronomia, brincadeiras, atraia o interesse e a atenção das crianças. Eles realmente aprendiam tudo. 
– Negócios: em minha temporada nos Estados Unidos, tive a oportunidade de viver em uma atmosfera empreendedora, em que tudo o que se imaginava podia ser negócio. 
– Negócios Sociais: na minha volta para o Brasil, queria ser capaz de criar algo para torná-lo um negócio. Então, sugiu a oportunidade de participar do projeto no SIFE com mulheres que sofriam discriminação de gênero. Foi aí que pensei na possibilidade de contribuir com pessoas para realizar a vontade de trabalhar em um produto e vê-lo em uma prateleira – nesse caso, nas mesas de restaurantes.

Qual o aprendizado que o trabalho no SIFE te proporcionou? Como isso impactou a sua carreira?

Foi no SIFE que comecei a trabalhar mais profissionalmente, pois, além de abranger pessoas que esperavam muito de mim, comecei a me envolver com clientes e fornecedores. Nos projetos, foi possível lidar com pessoas de todas as classes sociais e tive que aprender como conversar, como tratar da melhor maneira os diferentes tipos de pessoa. Esses ensinamentos foram essenciais para minha vida profissional. Foi trabalhando no SIFE que descobri a abrangência de São Paulo (e imagino que do Brasil) e do potencial que temos para crescer. Os brasileiros são altamente capacitados, é só mostrarmos as ferramentas. Por isso, reforço que um real gasto em educação vale por 100 gastos em outras coisas. Conhecimento é o único ativo que ninguém lhe tira.

Como você avalia a importância e o papel do administrador em projetos de iniciativa social? E como esse profissional pode se beneficiar ao atuar em iniciativas desse tipo?

Vou ser ainda mais abrangente, pois o papel do administrador é fundamental em qualquer iniciativa – social ou não. Somos nós, administradores, responsáveis por guiar e alinhar pessoas para um mesmo objetivo. As pessoas, principalmente as que respondem para nós, tendem a se espelhar nas nossas iniciativas e no modo de agirmos. O exemplo mais presente para todos é o próprio pai, que administra a família. Outro exemplo são os alunos que trabalham no SIFE, que devem ser uma inspiração para as pessoas que ajudamos. No caso mais específico dos trabalhos sociais, acho que o administrador tem como causar um grande impacto com soluções bastante simples. Assim, é possível se beneficiar em aspecto social – de ver a sociedade mudar com suas idéias – e economicamente, pois vivemos um boom das classes C e D, que estão dando combustível para o Brasil.

 

Post publicado no Portal Administradores pelo Eber Freitas.

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